Opep reduz previsão para avanço da demanda global por petróleo em 2026, mas eleva para 2027

Se confirmada, a projeção indica que o consumo mundial somará 105,84 milhões de bpd em 2026; para 2027, organização elevou em 200 mil bpd a demanda
10/09/2026

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) a previsão de crescimento da demanda global pela commodity em 2026, para 400 mil bpd.

Se confirmada, a projeção indica que o consumo mundial somará 105,84 milhões de bpd em 2026, segundo relatório mensal divulgado nesta quinta-feira (10/9).

Para 2027, por outro lado, a Opep elevou em 200 mil bpd a estimativa de alta da demanda, para 2,4 milhões de bpd, o que levaria o consumo total a 108,19 milhões de bpd.

A demanda nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve cair 100 mil bpd em 2026 e crescer 400 mil bpd em 2027, projeta a Opep.

Fora da OCDE, a expectativa é de alta de 500 mil bpd em 2026 e de 2 milhões de bpd em 2027.

Cartel mantém previsões para alta da oferta fora da Opep+ em 2026 e 2027

A Opep manteve a previsão de aumento da oferta da commodity entre os países fora da Opep+ em 2026 em 600 mil bpd.

De acordo com o cartel, as maiores contribuições devem vir de Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina.

Para 2027, a Opep também manteve a projeção de alta de 600 mil bpd na oferta de petróleo fora do grupo.

Com isso, a organização estima que a produção total fora da Opep+ some 54,84 milhões de bpd em 2026 e 55,45 milhões de bpd em 2027.

No mesmo relatório, a Opep informou que a produção do cartel subiu 300 mil bpd em agosto ante julho, para uma média de 38,05 milhões de bpd, segundo fontes secundárias.

Organização mantém previsão de crescimento do PIB global em 2026 e 2027

A Opep manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2026 em 3,0%.

Para 2027, a projeção de avanço da economia mundial também foi mantida, em 3,2%. Para o PIB dos EUA, a Opep manteve a estimativa de alta de 2,2% em 2026 e de 2,0% em 2027.

No caso da zona do euro, o grupo também deixou inalterada as projeções de crescimento para 2026, em 0,8%, e 2027, em 1%.

Para a China, a Opep reiterou as estimativas de expansão de 4,6% em 2026 e de 4,5% em 2027.

Opep mantém projeção de combustíveis líquidos e crescimento do PIB do Brasil para 2026-27

A Opep manteve a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos para 2026 e 2027.

A entidade prevê expansão de 450 mil bpd em 2026, mantendo a média para 4,8 milhões de bpd.

Para 2027, a expectativa de crescimento também se manteve em 110 mil bpd, com a produção média projetada em 4,9 milhões de bpd.

Segundo o cartel, a produção brasileira de petróleo bruto aumentou em 21 mil bpd em julho ante junho, para uma média de 4,5 milhões de bpd.

A produção de líquidos de gás natural caiu 10 mil bpd, enquanto a produção de biocombustíveis, principalmente etanol, ficou estável, em aproximadamente 700 mil bpd.

Com isso, a produção total de combustíveis líquidos aumentou cerca de 11 mil bpd na margem em julho, para uma média de 5,3 milhões de bpd — 600 mil bpd superior ao registrado um ano antes.

Segundo a Opep, os principais motores do crescimento da produção de líquidos este ano devem ser Brasil, EUA, Canadá e Argentina.

Apesar do potencial de planos de startups em regiões offshore do Brasil, custos crescentes de desenvolvimento e a inflação dos custos unitários incorridos podem apertar a conta dos projetos, resultando em atrasos nas decisões finais de investimento, alerta a Opep.

PIB

Na esfera macroeconômica, a entidade manteve as projeções para o crescimento do PIB do Brasil em 2,0% em 2026 e 2,2% para 2027.

A organização avalia que crescimento econômico deve permanecer positivo, sustentado pelo afrouxamento monetário, investimento e atividade doméstica robusta contínua.

Entretanto,algumas incertezas permanecem, incluindo o impacto defasado da política monetária restritiva e a possibilidade de uma política fiscal mais rígida.

Fonte: Eixos

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