ANP debaterá resultados exploratórios de 2025 em seminário

A agência fará dois painéis no evento, um sobre o lançamento do Relatório Anual de Exploração 2025 e outro sobre a avaliação da implantação da Resolução ANP nº 983/2025, que estabeleceu os requisitos e procedimentos para o cumprimento do PEM
28/07/2026

A ANP realizará, no dia 6 de agosto, o seminário “Panorama da Exploração: Dados, Transparência e Regulação”. O evento acontecerá em formato híbrido e terá participação de representantes da indústria de exploração e produção de petróleo e gás. 

O seminário será composto por dois painéis. No primeiro, será apresentado o desempenho do segmento de exploração, com base nos resultados que compõem o Relatório Anual de Exploração 2025, a ser publicado na data do evento.

Já o segundo painel avaliará a implantação da Resolução ANP nº 983/2025, que estabeleceu os requisitos e procedimentos para o cumprimento do Programa Exploratório Mínimo (PEM) fora dos limites da área original, após um ano de sua vigência. 

Esse painel ocorrerá no formato de mesa-redonda, com a participação da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), a EnerGeo Alliance (aliança comercial global para o setor de geociência energética) e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

As inscrições para participação presencial, no Rio de Janeiro, deverão ser feitas até o dia 3 de agosto, por meio de formulário eletrônico. Já a participação remota será realizada via Microsoft Teams.

Esforços da ANP e baixa atividade exploratória

Em maio deste ano, a ANP realizou um workshop voltado para debater medidas que acelerem a fase exploratória e tornem o PEM mais eficiente. O diretor da ANP Pietro Mendes destacou, na abertura do workshop, que hoje há mais de 400 contratos na fase de exploração, mas esse volume não tem se refletido em aumento proporcional de atividades exploratórias.

 Por isso, segundo ele, a ANP começou a planejar uma regulação que incentive a dinamização dessa fase. “O objetivo é identificar as medidas necessárias para tornar a fase de exploração mais eficiente, com foco na otimização do tempo disponível e nos avanços tecnológicos do segmento. Espero que, com esse workshop, possamos ter essa construção conjunta, com participação dos agentes regulados”, disse.

Em termos de exploração, no primeiro semestre de 2026 houve somente a perfuração de um poço. Ocorreu em julho, pela Eneva, no bloco AM-T-85, na Bacia do Amazonas. 

Em entrevista à Brasil Energia recentemente, o superintendente de Exploração da ANP, Luciano Lobo, acrescentou que as empresas estão atrasando os investimentos. “O que se observa é que os marcos – que é a aquisição sísmica, perfuração de um poço, plano de avaliação de descoberta e declaração de comercialidade – estão ocorrendo muito para a frente, por questões econômicas, ambientais… O que a ação regulatória pretende fazer é transformar essas etapas realmente em marcos, para que sejam o quanto antes executados”, afirmou Lobo.

Em entrevista à Brasil Energia, o diretor de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Claudio Nunes diz ser incontestável a diminuição na atividade exploratória no Brasil. Vários motivos se somam para esse resultado, de acordo com Nunes. Ele avalia que existem gargalos no processo que interferem e condições conjunturais, como disputa por portfólio e preço do petróleo. Há uma combinação de fatores, em sua opinião.

Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Márcio Felix, lembra que as petrolíferas de menor porte estão, em sua maioria, atrás de campos maduros, que já ultrapassaram o risco exploratório. Mas há também algumas que têm posição diferente e estão dispostas a investir em novos ativos. Esse é o caso da Eneva, por exemplo.

Fonte: Brasil Energia

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