Eneva triplica geração com alta do PLD e maior despacho de térmicas

17/04/2026

A Eneva alcançou uma geração bruta de 3.942 GWh no primeiro trimestre do ano, volume três vezes superior ao apurado no mesmo período de 2025, quando somou 1.178 GWh. Os dados foram divulgados na prévia operacional da companhia.

O crescimento ocorre em um contexto de aceleração do despacho termelétrico por ordem de mérito no Sistema Interligado Nacional (SIN), impulsionado pela elevação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). O movimento reflete o aumento da carga típico do período e um início de 2026 ainda marcado pela deterioração das condições hidrológicas observada no fim de 2025.

O trimestre também foi caracterizado pela recuperação gradual dos níveis de armazenamento dos reservatórios ao longo do primeiro trimestre de 2026, em um cenário de maior despacho térmico e de maior aversão ao risco de escassez hídrica futura nos modelos de operação do SIN.

Reflexo na Eneva

O cenário resultou em um despacho médio de 33% na Eneva no primeiro trimestre de 2026 (1T26), considerando a média ponderada pela capacidade instalada dos ativos. Entre as usinas abastecidas por gás próprio, o índice foi de 55%, enquanto as unidades que utilizam combustíveis de terceiros registraram despacho médio de 19% no período.

Os despachos foram direcionados ao SIN, principalmente para atendimento ao despacho regulatório por ordem de mérito, em um contexto de elevação do PLD e maior demanda por energia.

Segundo a Eneva, houve despacho por diferentes razões operacionais, incluindo unit commitment, para atender às restrições operativas cadastradas das usinas;  inflexibilidade associada a necessidades específicas de geração dos ativos; e cumprimento da inflexibilidade contratual da UTE Parnaíba II. 

Também houve despacho por razão elétrica, com o objetivo de suprir a demanda energética do estado de Roraima.

Mudança no Perfil de Geração

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o despacho médio foi de apenas 8%, a companhia observou uma mudança relevante no perfil de geração. 

No 1T26, a geração termelétrica bruta foi impulsionada principalmente pelas usinas a gás próprio, que somaram 2.344 GWh e responderam por 65% da geração total — avanço expressivo frente aos 835 GWh registrados no mesmo período do ano anterior, refletindo o aumento do despacho por ordem de mérito.

As usinas que utilizam combustíveis de terceiros também apresentaram crescimento, com geração de 1.247 GWh no trimestre, ante apenas 7 GWh no 1T25. Por outro lado, não houve geração destinada à exportação no período, diferentemente do 1T25, quando foi registrado um volume marginal no Complexo Parnaíba.

Já a geração vinculada à inflexibilidade contratual da UTE Parnaíba II permaneceu estável na comparação anual. Como resultado, a geração líquida total dos ativos termelétricos da companhia alcançou 3.591 GWh no 1T26, acima dos 841 GWh apurados no 1T25.

Fonte: MegaWhat

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