Carga de data centers aumentou 17% em 2025, contra apenas 3% da demanda global

17/04/2026

O consumo de energia por data centers aumentou 15% em 2025, enquanto a demanda global de energia aumentou apenas 3% no ano, indica a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Segundo a entidade, a demanda de centros de dados  focados em inteligência artificial (IA) cresceu ainda mais rapidamente, a uma taxa de 50% no período.

Até 2030, o consumo de energia por data centers deverá dobrar, enquanto o consumo de centros dedicados a IA deve triplicar. Os cálculos da IEA projetam que, em 2025, a demanda de data centers foi de 485 TWh, e deve chegar a 2030 a 950 TWh, sendo responsável por 3% do consumo mundial de energia.

Com isso, cinco grandes empresas de tecnologia investiram mais de US$ 400 bilhões em data centers em 2025, com projeção de crescimento de mais de 75% desta cifra em 2026. Segundo a IEA, os investimentos destas empresas superam os investimentos globais em produção de óleo e gás.

A agência também indica que o setor de tecnologia foi responsável por cerca de 40% dos contratos de compra e venda de energia renovável em 2025, e acordos entre empresas de data centers e fabricantes de pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês) cresceram de 25 GW em 2024 para 45 GW atualmente. Os primeiros projetos de SMR para data center, entretanto, não devem estar operacionais antes de 2030.

Os gargalos na conexão à rede também estão levando alguns investidores a instalarem projetos de geração de energia a gás acoplados aos centros de dados. A demanda dos data centers, entretanto, pode oscilar de forma significativa, o que representa um desafio para plantas a gás. Por isso, setor também tem investido em baterias, que ajudam a estabilizar o fornecimento.

“Embora a IA ainda consuma energia, ela também está se tornando uma geradora de energia – impulsionando soluções inovadoras como reatores nucleares de última geração, data centers flexíveis e armazenamento de energia de longa duração”, avalia em nota o diretor executivo da IEA, Fatih Birol.

Fonte: MegaWhat

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