Uma das ideias da companhia para os 24 bilhões de m³ presentes no campo é conectá-lo ao campo de Urucu
14/05/2026
A Eneva está em discussões para viabilizar a monetização dos 24 bilhões de m³ existentes no campo de Juruá, localizado na Bacia do Solimões.
O CFO da companhia, Marcelo Habibe, explicou, nesta quinta-feira (14), durante a teleconferência de resultados do trimestre, que o primeiro passo é a definição do plano de monetização.
Um dos planos para Juruá é, em parceria com a Petrobras, conectar seu gás ao campo de Urucu – a distância entre os campos é de 100 km.
A ideia é trazer o gás até Urucu, fazer o tratamento e utilizar o gasoduto Coari-Manaus para escoar a produção. Habibe aponta que isso pode “dar uma nova vida, um novo ciclo às termelétricas que são necessárias em Manaus, venda de gás local e utilização para outros negócios que estão sendo avaliados na região”.
O CFO também explica que assim que resolverem os pormenores da monetização, a expectativa é vender o gás para diferentes tipos de utilidade, seja industrial ou termelétrica.
A Eneva opera Juruá com 100% de participação e adquiriu o campo em dezembro de 2020, no 2º Ciclo da Oferta Permanente.
Ainda no segmento upstream, a Eneva estima ter resultados sobre a aquisição sísmica de mais de 4 mil km² na Bacia do Paraná a partir de 2027. Agora, a companhia está na fase de processamento e interpretação dos dados sísmicos.
A análise dos dados permitirá à Eneva decidir onde alocar os recursos e o local da perfuração de poços na bacia. Estão sob operação da companhia (70%), em parceria com a Brava Energia (30%), quatro blocos na Bacia do Paraná.
Eneva não descarta outra planta de liquefação em Parnaíba
A Eneva pensa na possibilidade de construir uma quarta planta de liquefação de GNL na unidade Parnaíba SSLNG, caso a terceira planta tenha escala.
Esta terceira planta está 44% concluída. Os equipamentos de liquefação chegaram no Brasil no começo desta semana.
A entrega de todos os equipamentos no local da obra está prevista para acontecer ao longo do segundo trimestre. Já o início da montagem eletromecânica será no início do terceiro trimestre; a completação mecânica no 1T27 e o comissionamento e o start-up da planta durante o 2T27. O começo da operação comercial é esperado para o início do segundo semestre de 2027.
O projeto do terceiro trem de liquefação foi aprovado em março de 2025, após o início do primeiro e segundo trens em dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, respectivamente. Com esta nova planta, a capacidade da unidade será estendida para 900 mil m³/d.
A Parnaíba SSLNG está localizada no estado do Maranhão, a aproximadamente 250 km de São Luís, e faz parte do Complexo Parnaíba. O empreendimento será responsável por receber o gás natural, tratar, liquefazer, armazenar e carregar, em carretas criogênicas de transporte, o GNL produzido. O gás será proveniente da Unidade de Tratamento de Gás (UTG) do Complexo Parnaíba, que está localizada em frente à unidade.
Resultado financeiro
O lucro líquido da Eneva no 1T26 chegou a R$ 522,7 milhões, uma alta de 36% ante o mesmo período em 2025, que foi de R$ 384,4 milhões.
A receita e o EBITDA apresentaram aumentos (+5,9% e +10,7%). O primeiro foi de R$ 4,42 bilhões no 1T25 para R$ 4,68 bilhões no 1T26, enquanto o segundo apresentou R$ 1,69 bilhão frente aos R$ 1,52 bilhão do mesmo período em 2025.
Fonte: Brasil Energia




