Alta da conta de luz impediu que prévia da inflação ficasse negativa em julho, mostram dados do IBGE 

IPCA-15 ficou em 0,06%, mas alta de 3,03% na conta de luz respondeu pelo maior impacto individual do índice
28/07/2026

A alta da conta de luz foi a principal responsável por manter a prévia da inflação oficial de julho acima de zero. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), indicador divulgado nesta terça-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficou em 0,06%, praticamente estável.

O resultado, contudo, poderia ter sido diferente se a energia elétrica residencial não tivesse pesado tanto no bolso do consumidor. Enquanto diversos produtos ficaram mais baratos em relação a junho, a tarifa de energia subiu 3,03% neste mês e teve o maior impacto entre todos os itens pesquisados pelo IBGE.

Na prática, isso significa que a alta da conta de luz compensou boa parte da queda registrada em outros produtos. Se a energia elétrica não tivesse subido tanto, a prévia da inflação oficial de julho poderia até ter ficado negativa.

Segundo o IBGE, o aumento da tarifa foi provocado pela manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, e pelos reajustes autorizados para distribuidoras em cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).

A energia elétrica residencial, inclusive, vem sendo um dos principais fatores de pressão sobre a prévia da inflação neste ano. Além da adoção das bandeiras tarifárias, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) já aprovou mais de 20 reajustes nas tarifas em 2026, afetando consumidores de todas as regiões do país.

Enquanto a conta de luz ficou mais cara, outros itens ajudaram a aliviar o bolso do consumidor. O grupo Alimentação e Bebidas, por exemplo, registrou queda de 0,66% em julho, contribuindo para desacelerar a prévia da inflação.

Com isso, o IPCA-15 passou de 0,41% em junho para 0,06% em julho. No acumulado de 2026, a prévia da inflação oficial soma 3,51%, enquanto o índice registra alta de 4,52% nos últimos 12 meses. O acumulado anual permanece ligeiramente acima do teto da meta de inflação, fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Fonte: Canal Solar

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