ANP prevê US$ 1,2 bilhão para a Exploração até 2033

Apenas para este ano são esperados investimentos de US$ 889 milhões na atividade exploratória no país, com a perfuração de 19 poços
23/07/2026

A exploração de petróleo e gás no Brasil vai exigir investimento de US$ 1,2 bilhão de 2026 a 2033, segundo a agência reguladora ANP. Apenas para 2026 são esperados US$ 889 milhões. Na Margem Equatorial, onde a Petrobras perfura o poço de Morpho, devem ser investidos neste ano US$ 196 milhões.

Os valores estão previstos nos planos de trabalho exploratório firmados pelas empresas com o órgão regulador. A informação foi dada pela diretora Symone Araújo, durante o evento Amazon Energy 2026, em Belém do Pará, no início do mês. 

Durante a apresentação, a diretora ressaltou que existem 431 blocos sob contrato atualmente, um número recorde. Isso, no entanto, “ainda não se traduz diretamente em levantamentos sísmicos e perfuração”. Um único bloco exploratório foi perfurado neste ano. 

A previsão da agência é de que sejam perfurados 19 poços exploratórios neste ano, o mesmo número de 2025. Desse total, cinco são marítimos e 14, terrestres. Dos cinco poços marítimos previstos, um está localizado na Margem Equatorial. 

“O desafio é reduzir prazos ociosos e alinhar o ritmo exploratório à segurança energética”, afirmou Araújo.

No evento, a diretora da ANP reiterou as expectativas sobre a Margem Equatorial. Existem, atualmente, 28 contratos vigentes apenas na Bacia da Foz do Amazonas – nove da 11ª Rodada e 19 do 5º Ciclo da Oferta Permanente. Mas, seis dos nove contratos da 11ª Rodada estão suspensos por atraso no licenciamento ambiental. Ainda não há, no entanto, registros de descoberta, plano de avaliação de descoberta ou campo em produção na bacia.

A ANP tem trabalhado para desenvolver uma regulamentação que estimule a exploração pelos concessionários. Uma Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre o tema está sendo elaborada pela agência, com conclusão prevista para julho de 2027. A ANP está ouvindo o mercado para levantar sugestões de medidas que podem ser adotadas para acelerar o investimento na atividade exploratória.

Fonte: Brasil Energia

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