Zoneamento de óleo e gás da EPE destaca as bacias da Margem Equatorial

O Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás de 2023–2025, que entrou em consulta pública, avaliou 19 bacias e o focou as análises nas da Foz do Amazonas e Pelotas
01/07/2026

As Bacias da Foz do Amazonas e de Pelotas foram destaque no “Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás de 2023–2025” da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 

O documento entrou em consulta pública na última sexta-feira (26) e receberá contribuições até o dia 26 de julho. Após o período de avaliação das contribuições enviadas, a versão final do documento será divulgada juntamente com a ferramenta interativa para visualização e acesso aos principais mapas do estudo.

 No Ciclo 2023–2025, são apresentados os resultados das atualizações dos plays exploratórios de 19 bacias sedimentares:

  • Margem Leste-Sul: Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo-Mucuri; 
  • Margem Leste Norte: Sergipe-Alagoas (terra e mar); 
  • Margem Equatorial: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Potiguar (terra e mar); 
  • Terrestres: Amazonas, Solimões, Parnaíba, Parecis, Paraná, Recôncavo e Tucano Sul

Sobre a Bacia da Foz do Amazonas, a análise apresentou aumento da importância na atividade exploratória, devido ao arremate de blocos no 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão. A expectativa é que a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, seja finalizada em agosto, conforme publicado pela Brasil Energia

Os esforços do estudo concentram-se no aprimoramento no play Limoeiro, por causa das descobertas de óleo e gás no bloco Stabroek. 

A EPE também avaliou que a bacia está enquadrada em uma tendência de redução da necessidade de conhecimento adicional de dados e está associada ao aumento das chances de sucesso exploratório Estão também nesse espectro as de Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo-Mucuri, Jequitinhonha, Parnaíba e Amazonas. 

Em relação à Bacia de Pelotas, a revisão dos plays já existentes levou a uma melhor segmentação entre os reservatórios. Com isso, espera-se que a maior parte da bacia tenha gás e óleo leve, com exceção da porção Cone do Rio Grande, onde é esperado gás em sua maior parte. Essa propensão se assemelha com o que foi observado nas descobertas da Bacia de Orange, na Namíbia.  

Há uma campanha sísmica em andamento em Pelotas, denominada “Pelotas Sul”. O levantamento 3D iniciou em dezembro de 2025 pela TGS – a SLB entrou na campanha em junho – e a Fase 1 contempla uma área de aproximadamente 13,5 mil km². 

Além de Pelotas Sul, a TGS está executando, desde o final de novembro, a campanha sísmica 3D “Pelotas Norte Fase I”, que cobre uma área de 14,8 mil km² na mesma bacia.   

Fonte: Brasil Energia

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