14/04/2026
Os planos de expansão da BWH Hotels seguem a todo vapor. Com a meta de chegar a 25 hotéis no Brasil até 2030, a rede norte-americana prevê adicionar cinco empreendimentos ao portfólio em 2026. Presente na WTM-LA, Ricardo Manarini, country manager da empresa, afirma que o grupo vem abrindo caminhos em novos mercados brasileiros.
Uma das praças prioritárias é o estado do Rio de Janeiro, onde a BWH Hotels projeta a abertura de mais quatro hotéis até 2030. Segundo Manarini, o objetivo de crescimento da rede está bem encaminhado, com cinco cartas de intenções assinadas. “Isso quer dizer que os clientes em potencial estão falando apenas conosco. Estamos no momento de acertar detalhes dos contratos”, explicou o executivo.
Entre os destinos previstos estão a Serra Catarinense e o Ceará, além do já citado Rio de Janeiro. Manarini destaca que a meta é fincar bandeiras em mercados onde a BWH ainda não está presente. O country manager também revela que o Brasil pode receber em breve uma nova bandeira do portfólio.
“A Aiden é uma delas. Trata-se de uma marca que temos muito interesse em trazer para o Brasil, que tem registrado boa receptividade em outros mercados. É uma bandeira boutique, que flutua entre o upper midscale e upscale, voltada para hotéis mais urbanos, com uma pegada mais descolada e lifestyle”, explicou, destacando que a bandeira tem potencial de penetração em mercados maduros, onde há a possibilidade de maior reconhecimento da marca.
Atualmente, o mercado brasileiro vem recebendo novas marcas — algumas atuantes no exterior e outras recém-concebidas por operadoras nacionais. Manarini pontua que a BWH Hotels acompanha essa movimentação do setor com a aquisição da WorldHotels, rede alemã de empreendimentos de luxo.
“Estávamos batendo no teto com a Best Western. Com a compra da WorldHotels, conseguimos acessar esse mercado de luxo. Inclusive, dois dos cinco hotéis que estão encaminhados são da WorldHotels”, adiantou o executivo.
Brasil em linha de crescimento
Globalmente, o Brasil ainda possui espaço para crescer no portfólio da BWH. Após retomar a operação por aqui em 2025, a rede deve focar no avanço do mercado brasileiro — que ainda performa atrás de outras praças, como EUA, Ásia, Europa, México e Costa Rica.
“Ficamos um tempo fora do mercado brasileiro. Agora, conseguiremos dar maior tração para esses novos negócios. Falando de Brasil especificamente, a expectativa no começo do ano era de crescimento de faturamento na casa dos 6%. Janeiro e fevereiro foram muito positivos, porém, com a Guerra do Irã, temos observado os preços das passagens aéreas disparando, e a hotelaria acaba pressionada”, finaliza.
Fonte: Hotelier News


