Novo modal integra estratégia da companhia para ampliar serviços logísticos aos clientes. Primeira das 18 embarcações entra na fase final de construção neste mês
18/08/2026
A Transpetro dará início à operação com transporte de bunker por barcaças neste ano, no Rio de Janeiro, informou a empresa em comunicado divulgado nesta terça-feira (18). A primeira embarcação entra na fase flutuante do processo construtivo até o fim de agosto e a previsão é que seja concluída em outubro. Depois do Rio, a companhia vai fazer o abastecimento de navios com bunker em Santos (SP) e em Belém (PA).
Para ingressar no modal de navegação interior (operações em águas protegidas, como rios, lagos, canais, baías e lagoas), a companhia contratou 18 barcaças junto ao Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, 10 com capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito de 2 mil TPB.
Além disso, foram contratados 18 empurradores, que estão sendo construídos pelo estaleiro Indústria Naval Catarinense. O investimento total para as aquisições será de aproximadamente R$ 630 milhões.
De acordo com o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, a barcaça terá como base de operação o Terminal Aquaviário de Ilha d’Água, no Rio de Janeiro. “Esse é mais um serviço logístico que passará a ser oferecido pela Transpetro aos seus clientes. Nossa estratégia é ser cada vez mais multimodal, o que é essencial para atender os clientes num país de dimensões continentais como o Brasil”, disse Bacci, segundo o comunicado.
Todas as 18 barcaças devem estar em operação até fevereiro de 2028, para atuar em polos estratégicos como Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Segundo a Transpetro, o mercado de barcaças no Brasil movimenta aproximadamente 10 milhões de toneladas de petróleo e derivados por ano.
Dados técnicos
As barcaças, sem propulsão própria, serão movimentadas pelos empurradores, com operação sincronizada a até 6 nós.
As unidades terão até 70 metros de comprimento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado, com possibilidade de transportar diferentes combustíveis em tanques dedicados ou segregados. Também poderão operar com energia elétrica em terra e utilizar energia solar.
Os empurradores, responsáveis pela manobra do conjunto, terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca, 3,7 metros de calado e potência de 450 kW, com tração de até 13 toneladas e autonomia de cinco dias de navegação contínua. As embarcações contam com tecnologias que ampliam a precisão das operações, sobretudo em áreas restritas.
Fonte: Brasil Energia



