Decisão estabelece que recursos repassados pela União às distribuidoras para reduzir a conta de luz não entram no cálculo do imposto
13/10/2026
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que os estados não podem cobrar ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o dinheiro que o governo federal repassa às concessionárias de energia elétrica para ajudar a reduzir a conta de luz dos consumidores de baixa renda.
O mecanismo, chamado de subvenção econômica, utiliza recursos públicos para contribuir com a redução das tarifas de energia dessas famílias. A discussão judicial surgiu porque o Estado de São Paulo incluía esses valores no cálculo do ICMS, considerando que o subsídio fazia parte do preço da energia elétrica.
O STF, porém, entendeu que essa cobrança é indevida, pois o valor repassado pela União não representa pagamento pela energia consumida, mas um recurso público destinado a subsidiar as tarifas dessas famílias.
O caso chegou ao STF após o Siesp (Sindicato da Indústria da Energia no Estado de São Paulo) contestar uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que considerou válida a inclusão do subsídio no cálculo do ICMS.
A maioria dos ministros do STF acompanhou o voto do relator, Cristiano Zanin, que entendeu que o subsídio não faz parte do preço da energia fornecida ao consumidor.
Segundo o ministro, as distribuidoras recebem esses recursos para recompor o equilíbrio financeiro dos contratos de concessão, e não como pagamento pela eletricidade consumida pelas famílias.
Por esse motivo, o dinheiro transferido pela União não pode ser incluído no cálculo do ICMS. Apenas Flávio Dino e Gilmar Mendes votaram contra esse entendimento. A decisão tem repercussão geral e deverá ser seguida pelos tribunais de todo o país em casos semelhantes.
Fonte: Canal Solar




