O acordo feito com a PDVSA e o Ministério dos Hidrocarbonetos permitirá avaliar o potencial de Horcón, bem como avançar na análise de oportunidades de gás offshore no país
19/06/2026
A Repsol avaliará, junto da PDVSA e o Ministério dos Hidrocarbonetos da Venezuela, o potencial de desenvolvimento de uma nova área chamada Horcón, localizada a sudeste do Lago Maracaibo.
As empresas e o ministério assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) na última quarta-feira (17). Neste acordo, todos mostraram intenções de também avançar na análise das oportunidades de gás offshore, aprofundando estudos e dados sobre os reservatórios.
Na reunião de assinatura, revisaram o progresso operacional dos ativos da Repsol na Venezuela e os investimentos comprometidos para garantir a continuidade e o crescimento das atividades, bem como os mecanismos de pagamento associados aos acordos existentes e ao cronograma de cargas de petróleo bruto planejado para os próximos meses.
Horcón está entre os campos de Barúa e Motatán, dois ativos do portfólio da Repsol. Além destes, a companhia participa nos campos de petróleo de Petroquiriquire e Petrocarabobo e o ativo de gás Cardón IV.
Desde março deste ano que a Repsol vem se movimentando para aumentar a exploração e produção no país. Primeiro foi em parceria com a Eni, momento em que assinaram um acordo estratégico com as autoridades venezuelanas e a PDVSA para garantir a sustentabilidade da produção de gás natural durante 2026 no ativo Cardón IV (cada empresa detém 50%).
Em abril, outro acordo assinado com o Ministério dos Hidrocarbonetos e a PDVSA permitiu o aumento da produção do campo Petroquiriquire – PDVSA detém 60% de participação e a Repsol 40%.
A assinatura desses acordos ocorre após o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA emitir, em fevereiro, a Licença Geral nº 50A (GL 50A), que autoriza a Repsol e suas subsidiárias a realizar transações relacionadas a operações de petróleo e gás na Venezuela com o governo venezuelano, a PDVSA e suas entidades afiliadas.
Fonte: Brasil Energia



