Obras visam ampliar as operações do porto no segmento de O&G
19/06/2026
O Porto Sudeste, porto privado localizado em Itaguaí (RJ), deu início às obras de construção de novos dolfins (estruturas marítimas que permitem a atracação e amarração de embarcações) em seu terminal, informou o porto em comunicado divulgado nesta sexta-feira (19). O investimento de R$ 177 milhões visa ampliar as operações no segmento de O&G.
As obras, já licenciadas, incluem uma estrutura marítima e de segurança, composta pela construção de seis dolfins de amarração e dois dolfins de atracação. O projeto contempla a implementação de uma plataforma de apoio equipada com sala elétrica centralizada e um sistema de combate a incêndio.
Com esse aparato, a capacidade de transferência exclusiva para granéis líquidos será expandida para 50 milhões de toneladas – volume este que se somará à capacidade atual do porto, que é de 50 milhões de toneladas/ano.
O objetivo principal da ampliação é viabilizar a operação de Transbordo a Contrabordo (TCA – Double Banking) em águas abrigadas da Baía de Sepetiba. Segundo o Porto Sudeste, as operações de transbordo de granéis líquidos têm aumentado desde 2022, e cerca de 19 foram realizadas no porto no ano passado.
“Hoje, o Porto Sudeste compartilha o píer entre granéis sólidos e líquidos. Com a implantação dos dolfins de atracação, passaremos a destinar cada espaço a uma finalidade específica. Esse avanço permite diversificar as exportações, ampliar a atuação em petróleo e derivados e, ao mesmo tempo, manter o minério de ferro como nosso carro-chefe operacional”, disse Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste, segundo o comunicado.
O Porto Sudeste é um porto privado, projetado para movimentar granéis sólidos e líquidos, com capacidade para movimentar 50 milhões de toneladas por ano e com licença de expansão para até 100 milhões de toneladas/ano. Localizado em área abrigada na Baía de Sepetiba, na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ), o empreendimento atua no escoamento da produção de minério de ferro de Minas Gerais, e nas operações de transbordo de petróleo e derivados dos navios que vêm da Bacia de Santos.
Fonte: Brasil Energia



