Petrobras quer ser exportadora de diesel

O diretor de Processos Industriais e Produtos da petrolífera, William França, disse que deve sobrar produto no Brasil em 2031. A empresa espera ser autossuficiente também em gasolina
12/05/2026

A Petrobras projeta ser exportadora de óleo diesel e autossuficiente em gasolina. Em teleconferência com analistas de mercado, o diretor de Processos Industriais e Produtos da empresa, William França, afirmou que a ideia é, de 2027 a 2031, ampliar a produção de diesel em 500 mil barris por dia. O plano de negócios atual, até 2030, prevê um acréscimo de 330 mil bpd, o que deve possibilitar o atendimento de 85% da demanda interna.

No ano passado, a Petrobras já adicionou 70 mil barris de diesel S-10 no mercado. Neste ano, contou com a partida da ampliação do trem 1 da Rnest, de 140 mil bpd para 150 mil bpd. Parte dessa produção é de óleo diesel. Hoje, o fator de utilização das refinarias está em 103%, segundo França.

“Muito provavelmente seremos capazes de entregar um parque de refino que ofereça 100% da demanda de diesel. Quando vem diesel vem gasolina a reboque. Estamos falando da possibilidade de atender em 100% a demanda de gasolina”, afirmou a presidente da petrolífera, Magda Chambriard, durante a teleconferência.

No curto prazo, no entanto, a perspectiva é de importação do produto pela Petrobras, o que é esperado para acontecer já em junho. Foi descartado qualquer risco de desabastecimento

Durante o encontro com analistas, Chambriard informou também que um aumento de preço da gasolina deve ser anunciado em breve. O repasse da alta internacional tende, no entanto, a ser limitado pela competição com o etanol.

“A situação da gasolina é mais delicada porque compete com o etanol no mercado interno. Observamos nos últimos 15 dias, o preço do etanol baixando. Estamos agora tratando do aumento de gasolina de olho no market share e competição com o etanol”, disse Chambriard.

A presidente da Petrobras afirmou que a empresa segue com a política de não repassar volatilidades excessivas da cotação para os consumidores. Ela ressaltou que, num mesmo dia, os preços do barril estão variando cerca de US$ 15.

“A estratégia comercial e governança persistem as mesmas. Buscamos competir de forma mais eficiente, levando em consideração a participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade da empresa sempre de forma absolutamente sustentável. Não transferimos ao consumidor brasileiro as mudanças abruptas de preço e também contamos com o suporte do governo federal em termos de subvenção para que os preços da guerra não cheguem ao mercado brasileiro”, acrescentou.

Fonte: Brasil Energia

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