Companhia aprovou a decisão final de investimento (FID) do projeto SEAP I. O FID do módulo SEAP II já havia sido aprovado em dezembro de 2025. A SBM Offshore será responsável pela construção das duas plataformas
14/04/2026
A assinatura dos contratos para os dois FPSOs do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) está prevista para o próximo mês, após o cumprimento das etapas de governança e das aprovações junto aos parceiros, informou a Petrobras em comunicado divulgado na segunda-feira (13). Segundo a companhia, esse marco impulsiona a etapa de execução dos projetos.
Conforme antecipado pela Brasil Energia, a SBM Offshore será responsável pela construção das duas plataformas, que, juntas, terão capacidade instalada para produzir até 240 mil bpd de óleo e processar 22 milhões de m³/dia de gás natural. O início da produção de óleo está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031.
O modelo de contratação adotado para ambas as plataformas é o BOT (Build, Operate and Transfer), no qual a contratada é responsável pelo projeto, construção, montagem e operação das unidades por um período inicial definido em contrato, com posterior transferência à Petrobras.
“A escolha da modalidade de contratação BOT contribuiu para viabilizar o início da produção em menos tempo”, disse Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, segundo o comunicado.
Além dos dois FPSOs, o empreendimento prevê a construção e interligação de 32 poços, bem como a implantação de um gasoduto de escoamento com cerca de 134 km de extensão – sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra.
Já está em andamento a licitação para o fornecimento de ANMs (Árvores de Natal Molhadas) e equipamentos submarinos para os dois projetos, e está previsto, ainda em 2026, o início das licitações para as demais infraestruturas.
No comunicado divulgado ontem, a Petrobras informa que aprovou a decisão final de investimentos (FID) do projeto SEAP I, que é o segundo FPSO. O FID do módulo SEAP II (o primeiro FPSO) já havia sido aprovado em dezembro de 2025. Estima-se que os dois projetos terão investimentos superiores a R$ 60 bilhões, e produção de mais de 1 bilhão de boe.
SEAP I
O projeto SEAP I abrange as jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-11 – com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo LTDA (40%) – e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação.
Essa unidade terá capacidade de produzir 120 mil bpd e processar 10 milhões de m³/dia de gás natural.
SEAP II
O projeto SEAP II abrange jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Palombeta, localizados a cerca de 80 km da costa nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, respectivamente. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-4 – com 75% de participação em parceria com a ONGC Campos Limitada (25%) – e BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação.
Essa unidade terá capacidade de processamento diário de 120 mil bpd e 12 milhões de m³/dia de gás natural.


Imagem: Divulgação Petrobras
Fonte: Brasil Energia



