Opep reduz previsão para avanço da demanda global por petróleo em 2026, mas eleva para 2027

Para 2027, Opep elevou em 200 mil bpd a projeção de alta da demanda, para 2,6 milhões de bpd
13/10/2026

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) a previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026, para 200 mil bpd.

Se confirmada, a estimativa indica que o consumo mundial somará 105,72 milhões de bpd em 2026, de acordo com relatório mensal divulgado nesta terça-feira (13/10).

Para 2027, por outro lado, a Opep elevou em 200 mil bpd a projeção de alta da demanda, para 2,6 milhões de bpd, o que levaria o consumo total a 108,28 milhões de bpd.

A demanda nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve cair 200 mil bpd em 2026 e crescer 500 mil bpd em 2027, projeta a Opep.

Fora da OCDE, a expectativa é de altas de 400 mil bpd em 2026 e de 2 milhões de bpd em 2027.

Opep mantém previsões para alta da oferta de petróleo fora da Opep+ em 2026 e 2027

A organização manteve em 600 mil bpd a previsão de aumento da oferta de petróleo entre países fora da Opep+ em 2026, de acordo com o relatório.

O cartel avalia que as maiores contribuições devem vir de Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina.

Para 2027, a Opep também manteve a projeção de alta de 600 mil bpd na oferta de petróleo fora do grupo.

Com isso, a organização estima que a produção total fora da Opep+ some 54,84 milhões de bpd em 2026 e 55,45 milhões de bpd em 2027.

No mesmo relatório, a Opep informa que a produção do cartel avançou 900 mil bpd em setembro ante agosto, para uma média de 39,07 milhões de bpd, segundo fontes secundárias.

A Opep+ engloba a Rússia e outros produtores de petróleo que não integram a Opep.

Organização eleva projeção de combustíveis líquidos e mantém a do PIB do Brasil em 2026 e 2027

A organização aumentou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos para 2026 e 2027.

A entidade prevê expansão de 500 mil bpd em 2026, elevando a média para 4,9 milhões de bpd. Para 2027, a expectativa de crescimento aumentou para 100 mil bpd, com a produção média projetada em 5 milhões de bpd.

Segundo o cartel, a produção brasileira de petróleo bruto aumentou em 116 mil bpd em agosto ante julho, para uma média de 4,6 milhões de bpd.

A produção de líquidos de gás natural ficou praticamente estável, em 100 mil bpd, enquanto a de biocombustíveis – principalmente etanol – manteve-se em torno de 700 mil bpd.

Com isso, a produção total de combustíveis líquidos aumentou cerca de 115 mil bpd na margem em agosto, para uma média de 5,4 milhões de bpd – 700 mil bpd superior ao registrado um ano antes.

Segundo a Opep, os principais motores do crescimento da produção de líquidos este ano devem ser Brasil, EUA, Canadá e Argentina.

Apesar do potencial dos planos de start-ups em áreas offshore do Brasil, o aumento dos custos de desenvolvimento e a inflação dos custos unitários podem apertar as contas dos projetos e levar a atrasos nas decisões finais de investimento, alerta a Opep.

Na esfera macroeconômica, a entidade manteve as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027.

A organização avalia que a expansão deve seguir positiva, sustentada pelo afrouxamento monetário e pela continuidade de uma atividade doméstica robusta.

A Opep, porém, ressalta que as condições monetárias permanecem altamente restritivas em termos reais, o que indica que o efeito positivo sobre a demanda interna deve aparecer “apenas de forma gradual”.

Opep mantém previsões de crescimento do PIB global em 2026 e 2027

A Opep manteve inalterada a previsão de crescimento do PIB global em 2026, em 3,0%. Para 2027, a estimativa de avanço da economia mundial também foi mantida, em 3,2%.

Para os EUA, a Opep reiterou a projeção de alta do PIB de 2,2% em 2026 e de 2,0% em 2027.

Na zona do euro, o grupo manteve as estimativas de crescimento em 0,8% para 2026 e em 1,0% para 2027.

Para a China, a Opep também repetiu as projeções de expansão de 4,6% em 2026 e de 4,5% em 2027.

Fonte: Eixos

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