24/04/2026
Em acompanhamento da carga supervisionada mínima, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) irá avaliar a execução do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia para os dois primeiros domingos de maio. –
Na primeira semana, o alerta é pelo feriado de 1º de maio, que pode impactar a carga do domingo (3 de maio). Na semana seguinte, a carga pode ser reduzida em decorrência do dia das mães, a ser celebrado em 10 de maio. A definição sobre a execução do Plano Emergencial deve ocorrer em 30 de abril.
“Seguimos fazendo esse acompanhamento em função das condições de carga supervisionada muito baixa, principalmente que ocorre em domingos de festas importantes e em feriados prolongados”, disse o Operador nesta sexta-feira, 24 de abril, durante a reunião do Programa Mensal da Operação (PMO) de maio. Desta vez, o PMO ocorre em um único dia em virtude de um feriado estadual no Rio de Janeiro.
Os cortes de geração conectada a distribuição também foram discutidos no PMO anterior, no fim de março, com foco nos feriados da Semana Santa, por conta da redução da atividade econômica e, consequentemente, do consumo de energia elétrica.
Plano emergencial
O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no fim do ano passado, viabiliza o corte de geração distribuída de usinas tipo III, com o objetivo de preservar a estabilidade do sistema diante do excedente de energia. Assim, ficam passíveis de corte usinas de GD tipo III conectadas às redes de distribuidoras e que não são, portanto, geridas pelo ONS. Essas usinas, que somam 20 GW, aproximadamente, incluem PCHs, térmicas a biomassa e parques solares e eólicos de menor porte conectados na média tensão.
O plano só é executado em situações emergenciais, ou seja, quando a geração centralizada já não tiver mais margens para cortes.
O ONS começou a trabalhar no plano depois que dois episódios em 2025 ampliaram o alerta e ressaltaram a necessidade de acelerar conversas sobre modulação de recursos energéticos distribuídos, como as usinas GD III.
Em 4 de maio, um domingo, a carga líquida ficou tão baixa durante o período entre 10h30 e 11h, que o ONS teve que cortar 96% da geração renovável disponível, minimizar toda a geração hidráulica possível, restando disponível apenas 1 GW de margem adicional para restrição de fonte eólica e fotovoltaica.
Em 10 de agosto, domingo em que foi comemorado o dia dos pais, a situação foi semelhante. Entre 13h e 13h30 a carga bruta chegou a 57,8 GW, sendo que 21,7 GW, ou 38%, foi atendido por MMGD.
Fonte: MegaWhat




