Lula sanciona integralmente PLP dos Combustíveis com ‘jabutis’

Texto estabelece que estabelece que, em 2026, redução da tributação sobre combustíveis pode ser compensada por meio do aumento extraordinário de receita da União com petróleo
28/08/2026

O presidente Lula (PT) sancionou na íntegra a Lei Complementar 235, que permite ao governo reduzir a tributação para conter a alta de preços nas bombas dos postos durante a guerra no Oriente Médio.

Fruto de acordo entre o Legislativo e o Executivo, o chamado PLP dos Combustíveis foi aprovado pelo Congresso com uma série de “jabutis” — temas não relacionados à proposta original.

O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), estabelece que, em 2026, a redução da tributação sobre os combustíveis pode ser compensada por meio do aumento extraordinário de receita da União com a alta do petróleo.

Além disso, foram incluídos outros temas pelos parlamentares após acordo com a equipe econômica do governo. Há benefícios para os produtores de etanol, para produção de fertilizantes, para os minerais críticos e até para a Copa do Mundo Feminina de 2027.

Há previsão de uma espécie de subvenção retroativa para os produtores de etanol no limite de R$ 1,2 bilhão; a renúncia tributária com o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante, de R$ 200 milhões a R$ 1 bilhão por ano de 2027 a 2031; e a possibilidade de adiantar até R$ 3 bilhões destinados à saúde e educação do Fundo Social de 2027 para este ano.

O governo também conseguiu incluir dispositivos que estabelecem uma trava para aumento de despesas da União.

Segundo o texto, a partir de 2026, caso o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) que antecede o envio do Orçamento aponte para um déficit primário do governo central, fica vedado, no ano seguinte, o crescimento de despesa primária resultante de vinculações acima do limite de despesas para o Executivo.

Isto é, o limite do arcabouço fiscal, que está em 2,5%.

Além dessa restrição, também há a proibição da contabilização das receitas de petróleo para calcular a programação de receitas vinculadas à receita corrente líquida (RCL) do país.

O dispositivo é restritivo porque, sem a arrecadação com o óleo e gás, a RCL tende a ser menor, logo, o crescimento daquela despesa indexada a ela, também. Os gatilhos só poderiam ser retirados depois que o governo conseguisse apurar um superávit primário anual.

Fonte: Eixos

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