A Staatsolie anunciou que uma oferta foi feita ao Setor 2: Sho East. Somente duas áreas ainda não receberam manifestação, Sho West e Sho Central
09/07/2026
A Staatsolie recebeu a quarta proposta para a licitação de áreas no Suriname. Segundo comunicado divulgado na última terça-feira (7), foi uma oferta para o Setor 2: Sho East.
A área está localizada na parte aberta do offshore do país e faz parte do Oferta de Portas Abertas. Empresas qualificadas podem apresentar contrapropostas até o dia 5 de outubro de 2026.
No dia 17 de junho, a estatal recebeu proposta para uma área no Setor 4: DW WEST, e no dia 6 de julho foram duas propostas para o Setor 3: Demerara.
O Ofertas Portas Abertas foi lançado em novembro de 2025 e seu objetivo é desbloquear novas oportunidades de exploração offshore em cinco setores da Bacia das Guianas, com uma área total superior a 70.000 km² e profundidades de água variando de 5 a 3.000 m.
As outras áreas são chamadas de Setor 1: Sho west; e Setor 5: Sho Central. Cerca de 60% da área offshore do país está disponível.
E&P no Suriname
Atualmente, há 14 blocos em consórcio ou com participações únicas no Suriname. A TotalEnergies e a Petronas detêm operação em quatro blocos cada; a Chevron, a Shell e a Petrochina em dois blocos cada.
O Bloco 5 tem a Chevron como operadora (40%) em parceria com a Qatar Energy (20%) e a Paradise Oil Company, subsidiária da Staatsolie (40%); o Bloco 6 tem a operação pela TotalEnergies (40%) em conjunto com a Qatar (20%) e a POC (40%); já o consórcio do Bloco 7, há a Chevron como operadora (80%) e a POC (20%). No Bloco 8, as empresas e as participações são as mesmas do Bloco 6.
A Petrochina é a operadora (70%) em parceria com a POC (30%) dos Blocos 14 e 15, enquanto a Shell opera o Bloco 42 com 33,3% de participação, junto da Hess e a Chevron, ambas com a mesma percentagem. Nos Blocos 48, 52 e 63 a Petronas é a única operadora.
Nos quatro blocos restantes, a TotalEnergies opera o Bloco 58 (50%), junto da APA Corporation (50%), e o Bloco 64 (40%), em parceria com a Qatar Energy (30%) e a Petronas (30%). Por fim, o Bloco 66 é operado pela Petronas (80%) conjuntamente com a POC (20%).
No final de junho, a Petronas informou descobertas nos poços Swartzia Aspasia Complex-1 (SAC-1) e no Caiman-1, além de ter registrado uma avaliação bem-sucedida – todos localizados no Bloco 52. Com isso, o resultado da companhia no país é de oito poços, além de ter desbloqueado recursos recuperáveis de mais de um bilhão de boe.
Fonte: Brasil Energia



