A volta elevou a produção do campo a 20,5 mil bpd; um incremento de até 2 mil bpd pode ocorrer assim que o poço PRA-2 retornar à ativa
29/06/2026
A Karoon retomou a produção do poço SPS-92, no campo de Baúna, após uma intervenção para trocar a Bomba Submersível Elétrica (ESB). Segundo comunicado divulgado na segunda-feira (29), o poço está produzindo 8,6 mil bpd, elevando o total de Baúna para cerca de 20,5 mil bpd.
O SPS-92 sofreu, em agosto de 2025, uma falha parcial no ESP, o que reduziu a taxa de produção para 4,5 mil bpd. A companhia australiana realizou uma intervenção no poço com sonda, que restabeleceu a produção e reativou o fluxo.
Um provável incremento entre 1 mil e 2 mil bpd pode ocorrer assim que o poço PRA-2 estiver online novamente. A reconexão dos umbilicais já está em andamento, divulgou a Karoon.
Sobre os gastos, a companhia explicou que os custos finais da intervenção foram maiores do que o previsto, devido ao tempo de inatividade relacionado ao clima, detritos no poço e tempo improdutivo relacionado aos equipamentos durante a execução.
A partir disso, a Karoon reviu as estimativas de investimento para 2026 e constatou que a previsão de despesas de capital para Baúna aumentou. Antes, os gastos estavam entre US$ 61 milhões e US$ 74 milhões e agora estão entre US$ 89 milhões e US$ 97 milhões.
Nesta revisão de investimentos, também aumentou a perspectiva dos custos de Neon, por causa do trabalho necessário de engenharia e comercial para avançar o projeto para a próxima Etapa de Decisão, iniciando a engenharia FEED.
Além disso, com a revitalização do FPSO Cidade de Itajaí e a campanha de intervenção em poços agora substancialmente concluídos, a Karoon prevê que o capital de manutenção em Baúna será menor nos próximos anos. A expectativa é de investimentos contínuos modestos, mas excluindo novos projetos de crescimento.
“Embora o custo da intervenção no SPS-92 tenha superado nossa estimativa inicial, a operação recuperou um poço produtor de alta margem e baixo ponto de equilíbrio. Considerando um preço do petróleo Brent entre US$ 60 e US$ 70 por barril, uma eficiência de produção da FPSO projetada entre 90% e 95% e uma redução anualizada de custos operacionais de US$ 30 a US$ 40 milhões após a transição da FPSO, esperamos que Baúna gere um forte fluxo de caixa operacional”, disse a CEO da companhia, Carri Lockhart.
No Brasil, a Karoon opera o campo de petróleo de Baúna, que também inclui os campos de Piracaba e Patola, e os campos de Neon e Goiá, atualmente em fase de desenvolvimento. Na fase de exploração, possui participação de 100% em três blocos exploratórios (S-M-1537, em águas rasas, e S-M-1536 e S-M-1482, em águas profundas). Todos os ativos estão localizados na Bacia de Santos.
Fonte: Brasil Energia




