Grandes petroleiras cumprem metas de emissões com produção em alta em 2025

Petroleiras também mantiveram a intensidade de metano no upstream abaixo de 0,2% pelo quinto ano consecutivo
1°/10/2026

As 12 grandes petroleiras que integram Oil and Gas Climate Initiative (OGCI) atingiram a meta coletiva voluntária de reduzir a intensidade agregada de carbono operada no upstream para até 17 kg CO₂ por barril de óleo equivalente (boe) em 2025. As empresas emitiram 16,5 kg CO₂e/boe no ano.

A OGCI é composta pela Aramco, bp, Chevron, CNPC, Eni, Equinor, ExxonMobil, Occidental, Petrobras, Repsol, Shell e TotalEnergies. Juntas, essas companhias produzem cerca de um quarto do petróleo e gás do mundo.

Segundo comunicado divulgado nesta quinta (1/10), as petroleiras também mantiveram a intensidade de metano no upstream abaixo de 0,2% pelo quinto ano consecutivo. 

As emissões agregadas totais do gás em 2025 foram de 0,76 milhão de toneladas métricas (Mt), 1,2 Mt a menos do que o emitido em 2017.

Já a emissão direta de gases de efeito estufa (GEE) no upstream foi de 260 Mt em 2025, redução de 28% em comparação com 2017.

Em nota, a organização disse que os resultados são consequência da redução da queima de gás, eletrificação, melhorias na eficiência energética e a implantação de tecnologias comprovadas, além da expansão de programas de monitoramento da emissão de metano.

Paralelamente, a produção das empresas membros em 2025 cresceu 3% em relação a 2024, chegando a 43,4 milhões boe/dia.

“Esses resultados dão à OGCI uma plataforma sólida para construir, à medida que refinamos nosso foco em entregar mais avanços até 2030”, afirmou o presidente do Comitê Executivo da OGCI, Bjørn Otto Sverdrup, em nota.

Em 2025, as empresas investiram no geral um total de US$ 28 bilhões em soluções de baixo carbono, aquisições, e pesquisa e desenvolvimento, elevando o investimento cumulativo desde 2017 para US$ 156 bilhões. 

Além disso, essas companhias estão avançando, ao todo, em mais de 50 grandes hubs de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS) e projetos de captura direta de ar.

A meta do grupo é, até 2030, ter intensidade de metano de, no máximo, 0,1%.

“Nosso foco agora é continuar melhorando nosso desempenho agregado enquanto aceleramos o progresso em toda a indústria. Por meio da Carta de Descarbonização do Petróleo e Gás (OGDC), estamos trabalhando com um grupo mais amplo para buscar individualmente a redução das emissões de metano no upstream e encerrar a queima rotineira até 2030”, disse o presidente da OGCI, Bob Dudley, em nota.

Fonte: Eixos

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