Futuro dos FPSOs é a coexistência de novas e tradicionais tecnologias

O uso de novas tecnologias na transição energética offshore, desafios na tomada de decisão e reaproveitamento de unidades foram temas das apresentações de empresas no FPSO Expo Brasil
20/05/2026

O FPSO do futuro será formado por hibridizações, com o compressor tradicional trabalhando em conjunto com novas tecnologias. A afirmação foi feita na terça-feira (19) pelo diretor de Vendas da Baker Hughes, Vinicius Mattos, na apresentação do painel “Passado, presente e futuro das turbomáquinas em FPSO”, no primeiro dia da exposição e conferência o FPSO Expo Brasil – Epicentro Global de FPSOs, realizado no Rio de Janeiro (RJ).

O primeiro dia do evento debateu o tema “Transição energética offshore: redução de emissões, digitalização e o futuro das FPSOs”.

Segundo o diretor da Baker Hughes, há várias tecnologias para serem selecionadas com intuito de coexistirem com o compressor na plataforma e a tomada de decisão virou uma peça importante, já que, atualmente, é necessário equilibrar diversos fatores. “A tomada de decisão não é linear mais, não é só caminhar para o menor footprint. Preciso considerar aspectos específicos de cada projeto”, disse Mattos.

Entre esses aspectos, o executivo destacou que aqueles que tomam as decisões precisam considerar o impacto das novas tecnologias. No caso da eletrificação das turbinas e outros sistemas, há chances de reduzir as emissões, mas lembra que pode aumentar o peso e a complexidade do topside, por exigirem equipamentos maiores. 

A partir disso, Mattos entende que há limitações em utilizar unidades maiores, apesar de considerá-las importantes, já que a maximização da produção permite que o custo do projeto seja “palatável”. 

“Nem sempre a plataforma maior e mais produtiva vai ser a de melhor resultado econômico”, explicou Mattos, bem como apontou que as profundidades dos ativos interferem no tamanho e dimensionamento das turbomáquinas. 

Hoje, o diretor entende que o tema é pouco abordado em comparação com 2023 e 2024, mas não vai deixar de ser presente e vai amadurecer. “No futuro, não vai ser aceitável nós termos uma FPSO que não seja zero carbono”, pontuou Mattos. 

O futuro dos FPSOs também percorre outro caminho

No FPSO Expo, o gerente executivo de Programas Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer, remontou em sua apresentação a saga dos FPSOs no Brasil, país que continua sendo o maior contratante global das unidades produtoras. O executivo previu para as próximas semanas a assinatura dos dois FPSOs do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP). 

Na sua apresentação, o executivo discorreu sobre alguns projetos, alguns deles hoje em fase de descomissionamento para desmantelamento ou reaproveitamento. 

Sobre a P-35, que estava instalada no campo de Marlim, ele revelou que os estudos para o reaproveitamento da plataforma estão sendo finalizados pela empresa, disse Victer à Brasil Energia

Como antecipado pela Brasil Energia em abril, o bid para o reaproveitamento da P-35 e da P-37 foi adiado por 60 dias.   

No caso da semissubmersível P-19 e da P-26, Victer informou que estão em processo de pré-qualificação pela área de suprimentos para o descomissionamento e reciclagem. 

Sobre a P-31, a ANP autorizou a extensão de vida útil no campo de Albacora. O FPSO iria para o descomissionamento, mas, devido à não conclusão do bid de revitalização do campo, a estatal decidiu reaproveitar a unidade, realizando algumas obras. Falta a anuência do Ibama para retomar a produção.

Fonte: Brasil Energia

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