06/07/2026
O custo nivelado da geração eólica onshore no Brasil subiu 3% em 2025, para US$ 31/MWh, enquanto o da solar fotovoltaica caiu 25%, para US$ 37/MWh, indica a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês) em relatório sobre o custo da energia renovável em 2025. Mesmo com a alta, a eólica segue mais barata que a solar no país e é a segunda geração onshore mais competitiva do mundo, atrás apenas da China.
O custo nivelado considera quanto custa gerar 1 MWh ao longo de toda a vida útil do projeto. Na China, a fonte custa US$ 27/MWh.
Apesar do custo nivelado maior, o custo de instalação de projetos de geração eólica onshore no Brasil caiu 4% em 2025.
Segundo o levantamento, entre os principais mercados, somente no Brasil e na China a geração eólica teve redução nos custos de instalação, sendo que no país asiático a contração foi de 10%. A comparação considera os anos de 2024 e 2025.
Custo de geração solar no Brasil se aproxima da China e da Índia
Na energia solar fotovoltaica, o Brasil registra custo nivelado de energia de US$ 37/MWh, ficando atrás da China (US$ 36 / MWh) e da Índia (US$ 35/MWh). Segundo a Irena, o Brasil reduziu os custos nivelados da fonte em 25% entre 2024 e 2025.
Na China, houve aumento de 7% na métrica, mas ainda assim o país tem o segundo custo nivelado de energia mais barato, a US$ 36/MWh. A geração solar fotovoltaica mais em conta fica na Índia, a US$ 35/MWh, com queda de 8% em relação a 2024.
Em geração hídrica, o país também aparece com destaque, com custo instalado em US$ 1.463/kW para grandes hidrelétricas, considerando o período entre 2018 e 2025. O montante é mais baixo entre os países analisados. Para pequenas hidrelétricas, o custo foi avaliado em US$ 2.540/kW, atrás apenas da China, com US$ 1.918/kW.
O estudo também indica que a geração renovável no Brasil evitou custos de US$ 32,4 bilhões, caso o mesmo volume de energia fosse produzido com a expansão de geração a gás e carvão.
Fonte: MegaWhat




