Brava quer voltar com Ubarana, mas tem desafios

Companhia está com foco para o retorno da produção no ativo e enfrenta obstáculos econômicos
21/05/2026

A Brava Energia quer voltar a produzir em Ubarana, mas ainda avalia a melhor estratégia para o ativo, seja a retomada ou o abandono do campo, disse o diretor de Operações Offshore, Carlos Travassos, à jornalistas, durante o “FPSO Expo Brasil: Epicentro Global de FPSOs”, na quarta-feira (20).

Travassos explicou que as ações da companhia estão voltadas para o retorno da produção, mas há desafios econômicos “muito grandes” que precisam superar. “A gente não tem ainda uma definição absoluta do ativo”, destacou o executivo.

Ubarana faz parte do Polo Ubarana, junto de Ubarana Oeste e Cioba, e está localizado na Bacia Potiguar. A Brava os adquiriu do portfólio da Petrobras em 2023. Os três campos não produzem desde 2020. 

Em julho de 2025, a ANP aprovou o Plano de Desenvolvimento integrado dos campos, postergando a fase de produção até 31 de dezembro de 2030. Uma condicionante imposta pela agência à Brava é que a produção deve ser retomada até 31 de dezembro de 2026. 

No plano apresentado, o qual prevê a retomada da produção, o investimento aproximado é de US$ 339 milhões, de 2025 a 2029. 

Crise do petróleo não é um divisor de águas para implementar projetos

Ao ser perguntado sobre se a crise do petróleo pode impactar os estudos que estão sendo conduzidos para possíveis novas áreas em Papa-Terra, ou em futuros projetos, Travassos explicou que a Brava, como todas as empresas, revisou a visão prospectiva do Brent e não vê que seja um “divisor de águas” para implementar algo ou não. 

“Acho que o mundo todo passou a ter uma visão diferente no que diz respeito ao futuro em curto e médio prazo da indústria de óleo e gás”, disse o diretor. Além disso, destacou que essa visão pode influenciar no que tange a ajudar a viabilizar ou robustecer alguns projetos.

Como publicado pela Brasil Energia no início de maio, a Brava anunciou que vê potencial na área central de Papa-Terra. São estudos embrionários ainda, sem perspectiva de investimentos nos próximos meses ou para 2027.

Fonte: Brasil Energia

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