Arrecadação federal cresce 8,25% em agosto e leva acumulado do ano a R$ 2,112 trilhões

23/09/2026

O caixa da União segue em expansão acima da inflação. Em agosto de 2026, as receitas federais somaram R$ 235,566 bilhões, avanço real de 8,25% sobre o mesmo mês de 2025, quando o total havia sido de R$ 208,791 bilhões — alta nominal de 12,82%.

O ritmo se sustenta no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, a arrecadação chegou a R$ 2,112 trilhões, contra R$ 1,888 trilhão no mesmo intervalo de 2025, crescimento real de 7,12% (nominal de 11,82%).

Isolando apenas os tributos sob gestão direta da Receita Federal — sem incluir valores repassados a outros entes ou administrados por terceiros —, o resultado de agosto foi de R$ 227,865 bilhões, ante R$ 201,997 bilhões um ano antes: alta real de 8,24%. No acumulado de oito meses, essas receitas administradas somaram R$ 2,019 trilhões, frente a R$ 1,806 trilhão em 2025, avanço real de 7,10%.

Imposto de Renda e CSLL puxaram o desempenho do mês. A arrecadação conjunta dos dois tributos cresceu 13,09% em termos reais na comparação com agosto de 2025.

Dentro desse grupo, a estimativa mensal do IRPJ/CSLL teve o maior salto, de 17,09%. O balanço trimestral avançou 12,19%, as demais categorias subiram 6,96% e o lucro presumido teve a menor variação, de 2,82%.

Do lado real da economia, o quadro é misto. Em julho de 2026 — mês de referência para os fatos geradores que compõem a arrecadação de agosto —, a produção industrial recuou 1,07% na comparação anual, enquanto vendas de bens cresceram 1,82%, vendas de serviços subiram 0,86%, a massa salarial nominal avançou 7,46% e o valor em dólar das importações saltou 13,90%.

A Receita Federal chamou atenção para um efeito pontual no resultado: R$ 1,944 bilhão arrecadados com Imposto de Exportação sobre óleo bruto, tratado como valor atípico e não recorrente, decorrente de mudanças na legislação do tributo. Com informações da Receita Federal.

Fonte: Notíciais Fiscais

OUTROS
artigos