ANP aprova Plano de Desenvolvimento do campo Brejinho

Localizado na porção emersa da Bacia Potiguar, o campo é operado pela PetroReconcavo
08/07/2026

A ANP aprovou, no último dia 3, o Plano de Desenvolvimento (PD) do campo Brejinho, localizado na parte terrestre da Bacia Potiguar e operado pela PetroReconcavo com 100% de participação. 

Brejinho, que possui área de desenvolvimento de 27,27 km², foi descoberto em dezembro de 1986 e iniciou sua produção em fevereiro de 1987, tendo o óleo como fluido principal. Com a aprovação do novo PD, o término da fase de produção foi adiado para 2036.

Segundo dados da ANP, existem 41 poços em operação no campo. A produção bruta dos poços é enviada, por meio das suas linhas de coleta, para a Estação Coletora de Brejinho (EC-BR), onde é realizada a separação e o seu processamento primário. Os fluidos são então transferidos, com o auxílio de uma bomba, para a Estação Coletora e Compressora de Upanema (ECC- UPN). 

Na ECC-UPN, o óleo é armazenado nos tanques de produção, medido e, posteriormente, bombeado para a Estação Coletora de Estreito B (EC-ET-B). Já o gás natural é depurado, medido e enviado para exportação pelo gasoduto UPN/GMR. Por fim, a água produzida, após tratada na Estação de Tratamento de Água Produzida (ETAP) da ECC-UPN, é destinada ao sistema de injeção do campo de Upanema (também operado pela PetroReconcavo) e/ou do campo de Brejinho.

Os principais reservatórios do campo são arenitos deltaicos / lacustres / turbidíticos cretácicos da Formação Pendência, com porosidade entre 12% e 22% e permeabilidade média de 247 mD, saturados com óleo de 31 °API. Os mecanismos primários de produção são a capa de gás, o gás em solução e a expansão do gás e, como método de recuperação secundária, é utilizada a injeção de água.

A PetroReconcavo opera 23 campos na Bacia Potiguar e 23 campos na Bacia do Recôncavo, a maioria em produção. Na parte exploratória, possui participação em três blocos: POT-T-742 (100%), POT-T-702 (100%) e POT-T-793 (100%), localizados na Bacia Potiguar. 

Fonte: Brasil Energia

OUTROS
artigos