Agenersa (RJ) formaliza adesão ao pacto pela harmonização regulatória no mercado de gás natural

Além da Agenersa, também já aderiram ao pacto a Agrese (SE), Agems (MS) e ARSP (ES)
20/08/2026

A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) formalizou sua adesão ao Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural, iniciativa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e que busca harmonizar as regulações federal e estaduais do setor.

Além da Agenersa, também já aderiram ao pacto a Agrese (SE), Agems (MS) e ARSP (ES), que no fim de julho assinaram os primeiros acordos de cooperação técnica com a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o MME.

Em entrevista ao o podcast gas week, este mês, o conselheiro da Agenersa e coordenador nacional da Câmara Técnica de Petróleo e Gás (CTGás) da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), Vladimir Paschoal, defendeu que a criação de um fórum de diálogo entre estados e União deveria ser encarada como a via preferencial para superar os conflitos federativos na regulação do setor. Assista na íntegra.

“[Mas] é melhor discutir aqui [no pacto] do que aguardar a decisão do STF [Supremo Tribunal Federal]. Porque achar que alguém, uma assessoria jurídica lá do ministro — uma pessoa que está fora do mercado, lendo todos os processos — vai conseguir emitir uma decisão que vai solucionar esse mercado para o Brasil inteiro, isso não vai acontecer”, comentou.

Como funcionará o pacto

A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) formalizou sua adesão ao Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural, iniciativa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e que busca harmonizar as regulações federal e estaduais do setor.

Além da Agenersa, também já aderiram ao pacto a Agrese (SE), Agems (MS) e ARSP (ES), que no fim de julho assinaram os primeiros acordos de cooperação técnica com a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o MME.

Em entrevista ao o podcast gas week, este mês, o conselheiro da Agenersa e coordenador nacional da Câmara Técnica de Petróleo e Gás (CTGás) da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), Vladimir Paschoal, defendeu que a criação de um fórum de diálogo entre estados e União deveria ser encarada como a via preferencial para superar os conflitos federativos na regulação do setor. Assista na íntegra.

“[Mas] é melhor discutir aqui [no pacto] do que aguardar a decisão do STF [Supremo Tribunal Federal]. Porque achar que alguém, uma assessoria jurídica lá do ministro — uma pessoa que está fora do mercado, lendo todos os processos — vai conseguir emitir uma decisão que vai solucionar esse mercado para o Brasil inteiro, isso não vai acontecer”, comentou.

Como funcionará o pacto

O Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural cria um espaço permanente de diálogo, para compartilhamento de experiências e construção de soluções conjuntas. 

O acordo é voluntário e prevê a constituição de um plano de trabalho executivo — a ser definido em conjunto pelos signatários, com a priorização dos temas mais urgentes e estabelecimento de indicadores de acompanhamento da harmonização e do aperfeiçoamento das normas.

A estrutura do pacto prevê dois fóruns permanentes de trabalho:

  • as Reuniões de Gerenciamento do Pacto (RGP): bimestrais, com representantes de nível diretivo de todos os signatários, e que serão responsáveis por aprovar o plano de trabalho executivo, acompanhar as ações pactuadas e publicar relatórios semestrais;
  • e as Reuniões Técnicas Temporárias (RTT): convocadas para tratamento aprofundado de temas específicos, com representantes técnicos designados pelos signatários.

O MME será responsável por apresentar a primeira proposta de plano de trabalho – que será analisada e ajustada após a interação entre os signatários na primeira reunião. Em nota, a pasta destacou que o pacto pressupõe uma “coordenação horizontal e cooperativa”.

Em entrevista ao estúdio eixos, durante a Sergipe Oil & Gas 2026, no fim de julho, o diretor de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Marcello Weydt, afirmou que o pacto representa um “grande ponto de partida” para o diálogo entre União e estados, com o objetivo de evitar novas judicializações e construir uma regulação mais harmônica para o setor.

Fonte: Eixos

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