EUA assumem controle sobre mais petróleo na Venezuela

Acordo envolve 65 bilhões de barris em reservas e tem participação de petroleira privada
31/08/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciaram um acordo para entregar acesso a 65 bilhões de barris em reservas de petróleo do país caribenho ao governo estadunidense

  • A negociação envolve o desenvolvimento de 17 campos produtores e 8 blocos exploratórios, com o objetivo de ampliar a produção venezuelana para 1,5 milhão de barris/dia
  • De acordo com Trump, o acordo vai permitir recompor os estoques estratégicos de petróleo dos EUA. (Valor/Associated Press)
  • Já Rodríguez afirma que a Venezuela “preservará a soberania sobre seus recursos naturais” e que o acordo poderá gerar US$ 209 bilhões em receitas. (G1)

Na prática, será criada uma nova empresa para atuar na Venezuela, com 55% de participação do governo estadunidense, que poderá comprar a produção a preço de custo. 

  • Trump afirmou que o acordo é um “presente” da Venezuela para o povo dos EUA e que vai permitir a redução dos preços da gasolina para os estadunidenses, mas não detalhou como pretende fazer isso. (Valor/Reuters)
  •  Segundo os dados mais recentes, os estoques estadunidenses encerraram a semana de 21 de agosto em 428,91 milhões de barrisVale a leitura:

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O acordo foi negociado pelos secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Peter Hegseth, além de Rodríguez. Envolve pelo menos uma empresa privada, ainda não divulgada. 

  • Informações da imprensa norte-americana indicam que a empresa envolvida seria a Chevron, mas a petroleira não confirmou. (UOL/agências internacionais)
  • Outras majors, como Shell e ExxonMobil, vinham indicando interesse pelo país nos últimos meses. 

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Rodríguez assumiu o poder em janeiro, como presidente interina, após os EUA invadirem a Venezuela e capturarem o então presidente, Nicolás Maduro. 

  • Até o momento, não há sinal de preparativos para eleições no país caribenho, que sofre uma grave crise humanitária, após o terremoto que deixou mais de 6.500 mortos em junho. (ONU)
  • Os países já tinham fechado um outro acordo nos últimos meses para entregar a gestão de parte das receitas do petróleo venezuelano ao governo dos EUA. 
  • Para contextualizar: Quais foram as reações do mercado à invasão na Venezuela?

Enquanto isso, no Oriente Médio… Na semana que marca seis meses do início da guerra entre EUA, Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, os EUA voltaram a trocar ataques diretos


Preço do barril. Com as novas tensões no Oriente Médio, o petróleo iniciou a manhã de segunda (31/8) em alta, negociado a US$ 91 por barril, por volta das 7h no horário de Brasília. 

Na sexta-feira (28), o barril fechou em queda, a US$ 88,10, após perder mais de 4% na semana passada, com o impasse nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

PLP dos Combustíveis. O presidente Lula (PT) sancionou na íntegra a Lei Complementar 235, que permite ao governo reduzir a tributação para conter a alta de preços nas bombas dos postos durante a guerra no Oriente Médio. 

  • Fruto de acordo entre o Legislativo e o Executivo, o chamado PLP dos Combustíveis foi aprovado pelo Congresso com uma série de “jabutis”. 

Bomba Oculta. Receita Federal, Sefaz/SP, ANP, Polícia Civil e outros órgãos deflagraram na sexta (28/8) a Operação Bomba Oculta, para bloquear e interditar postos de combustíveis clandestinos que estavam operando sem autorização

  • Além dessa ação, um total de 1.283 CNPJs e 228 inscrições estaduais ficarão inaptos. 

Gás argentino. O ano de 2027 desponta como um teste para medir a real disposição dos players brasileiros e argentinos por contratos de longo prazo e fazer, assim, escalar a integração gasífera no Cone Sul em direção a compromissos firmes.

Fonte: Eixos

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