08/07/2026
São Paulo concentra o maior impacto econômico da atividade do Airbnb no Brasil. É o que aponta a atualização do estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas), encomendado pela plataforma, segundo a qual a locação por temporada movimentou cerca de R$ 34 bilhões na economia paulista em 2025, resultado 9% superior ao registrado no ano anterior. O levantamento reforça o peso do estado na cadeia econômica do turismo e dos meios alternativos de hospedagem.
Além da movimentação financeira, a atividade sustentou mais de 208 mil postos de trabalho em São Paulo, distribuídos entre setores como turismo, comércio, transporte, manutenção e pequenos negócios que atendem à demanda gerada pelos visitantes.
De acordo com a pesquisa, a locação por temporada atende tanto viajantes de lazer quanto de negócios e participantes de grandes eventos, oferecendo alternativas para famílias, grupos e estadias com diferentes durações. Em âmbito nacional, 40% dos hóspedes do Airbnb utilizaram a plataforma em 2025 por motivos que vão além das férias, evidenciando a diversificação dos perfis de viagem.
Outro destaque do estudo é o impacto da plataforma na geração de renda para os anfitriões. Na Grande São Paulo, quase 60% dos anfitriões de quartos privados afirmam disponibilizar seus imóveis para obter uma renda complementar, enquanto quase 70% dizem que receber hóspedes não representa sua principal ocupação profissional.
“Os números de São Paulo refletem a força de um estado que atrai visitantes, investimentos e oportunidades durante todo o ano. É um exemplo de como o turismo pode impulsionar a atividade econômica, gerar renda para proprietários de imóveis e ampliar os benefícios para diferentes regiões do estado. Nosso compromisso é seguir contribuindo para esse dinamismo, valorizando as características locais e apoiando um crescimento sustentável do turismo”, destaca Fiamma Zarife, diretora geral do Airbnb para a América do Sul.
Renda e arrecadação tributária
Segundo a FGV, a atividade no Airbnb gerou mais de R$ 10 bilhões em renda em todo o estado de São Paulo em 2025. O estudo aponta que os recursos obtidos pelos anfitriões retornam à economia local por meio do consumo de bens e serviços nas comunidades onde os imóveis estão localizados, fortalecendo o comércio de bairro e pequenos prestadores de serviço.
A pesquisa também destaca o impacto fiscal da atividade. Apenas em 2025, a locação por temporada gerou quase R$ 3 bilhões em tributos no estado.
Capital paulista cresce 16%
Na cidade de São Paulo, a movimentação econômica relacionada ao Airbnb alcançou cerca de R$ 11 bilhões em 2025, representando um crescimento de 16% na comparação com 2024.
O levantamento mostra ainda que, na capital, a atividade gerou mais de R$ 3 bilhões em renda, sustentou mais de 71 mil postos de trabalho e contribuiu com mais de R$ 935 milhões em tributos.
Segundo a FGV, a atualização do estudo utilizou a mesma metodologia de insumo-produto aplicada na edição de 2024, considerando os gastos efetivos de hóspedes e anfitriões e estimando como esses recursos circulam pelos diferentes setores da economia.
“Acompanhar a evolução dos indicadores da atividade no Airbnb permite observar que seus impactos estão inseridos em um ecossistema econômico capaz de ampliar a circulação de recursos em diferentes regiões, beneficiando trabalhadores, pequenos negócios e cadeias produtivas associadas ao turismo”, afirma Luiz Gustavo Barbosa, gerente executivo da FGV Projetos.
Impacto nacional
Em todo o Brasil, o estudo aponta que a atividade do Airbnb movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia em 2025, contribuiu com quase R$ 63 bilhões para o PIB, sustentou mais de 700 mil postos de trabalho e gerou quase R$ 9 bilhões em tributos.
Segundo a pesquisa, os resultados evidenciam que a locação por temporada amplia seus efeitos para além da hospedagem, contribuindo para a geração de renda, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento econômico em diferentes regiões do país.
Fonte: Hotelier News




