Ibama quer ajustes no PPAF da Petrobras na Margem para mais poços

A retificação da licença da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas para perfurar mais poços está condicionada a esclarecimentos sobre logística de embarcações e manejo de fauna
24/06/2026

O Ibama entendeu que a Petrobras não acatou todos os requisitos durante a revisão do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF) das atividades de perfuração no bloco FZA-M-59, tendo solicitado mais esclarecimentos. Segundo parecer técnico divulgado na segunda-feira (22), a revisão do plano estar de acordo é condição necessária para retificar a Licença de Operação no bloco e incluir outros três poços contingentes no plano de perfuração na Bacia do Foz do Amazonas.  

A revisão do PPAF foi pedida pelo Ibama no dia 30 de março, após um simulado feito entre os dias 9 e 11 de dezembro de 2025 que identificou algumas questões. Um dia depois, a Petrobras solicitou ao Ibama a anuência para perfurar os poços Manga, PAD Morpho e Crotalus, bem como o aval para as operações de abandono desses três poços e do poço Morpho e a execução de testes de formação, condicionados aos resultados dos poços efetivamente perfurados.

No mais recente parecer técnico, o órgão ambiental identificou que uma das questões a serem explicadas é o fato da estatal disponibilizar uma das embarcações que deveria estar na costa (nearshore) para auxiliar em alto mar, mas não estipular uma embarcação reserva para substituir de imediato.

De acordo com o Ibama, “o tempo de mobilização de uma embarcação nearshore é em torno de 48 horas, período em que o monitoramento nearshore ficará desguarnecido de uma embarcação, diferentemente do que havia sido aprovado na versão final do PPAF e na APO”.

A segunda questão está relacionada ao Manejo de Fauna nas embarcações. O Ibama identificou que a previsão inicial de manutenção de duas embarcações nearshore não será de fato executada, caso uma destas precise atuar em alto mar. Segundo o órgão, isso comprometerá “o desenho do monitoramento e captura de fauna nearshore por, pelo menos, 48 horas, prazo indicado pela empresa como o de mobilização de embarcação de oportunidade”. 

Além disso, a Petrobras não apresentou novas considerações caso o meio aéreo para o manejo de fauna seja impossibilitado, por causa de um acidente envolvendo sonda ou condições climáticas que impeçam a utilização do guindaste para transbordo entre a embarcação e a sonda NS-42.    

Histórico 

O exercício simulado foi solicitado pelo Ibama durante a aprovação da Avaliação Pré-Operacional (APO), que teve como objetivo avaliar a eficácia do plano de emergência da Petrobras para a atividade de perfuração no bloco FZA-M-59. A APO foi executada entre os dias 24 e 27 de agosto de 2025.

Durante a APO, os técnicos do Ibama verificaram que a estratégia e os recursos utilizados para o atendimento à fauna durante a avaliação divergiram do proposto no PPAF. Desta forma, o instituto solicitou a revisão do PPAF e a realização de novo simulado do PPAF revisado.

Esse novo simulado do PPAF revisado foi executado entre os dias 9 e 11 de novembro. O trabalho do Ibama ocorreu de forma integrada em diferentes frentes, com atuação no Posto de Comando instalado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e no Posto de Comando Local, em Oiapoque (AP).

Fonte: Brasil Energia

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