Em 2028, a empresa vai lançar as licitações de descomissionamento de 26 plataformas em Sergipe. Ainda está sendo estudado se a licitação será para o conjunto de unidades ou se será individual
28/05/2026
A Petrobras vai investir R$ 60 bilhões no projeto de Sergipe Águas Profundas (SEAP) nos próximos cinco anos. O dinheiro vai ser gasto, principalmente, na construção e operação de dois FPSOs – SEAP I e II – e na construção de uma rede de 134 km de gasoduto de escoamento para transportar o gás até a costa.
A expectativa é de que a Petrobras assine nos próximos dias o contrato com a SBM para construir e operar as duas plataformas por um período de seis anos e meio. As negociações entre as duas empresas já foram concluídas. O conteúdo local das unidades é de 30% e 40%.
Cada plataforma terá capacidade de produzir 100 mil barris de petróleo por dia e juntas vão extrair 22 milhões de m3 por dia de gás natural, dos quais 18 milhões de m3 por dia serão oferecidos no mercado interno. A expectativa é de que o gás de Sergipe componha o portfólio da empresa a partir de 2031, quando outras fontes fornecedoras, como a boliviana, já estiverem em declínio.
Além de SEAP, os planos da Petrobras para o estado de Sergipe incluem o descomissionamento de 26 plataformas e a retomada da fábrica de Fertilizantes, a Fafen-SE, após um período de hibernação. Ao todo, a Petrobras vai investir R$ 72,5 bilhões em cinco anos, em Sergipe, e gerar 28 mil empregos diretos e indiretos.
Apenas no descomissionamento, a Petrobras vai gastar R$ 12 bilhões. A maior parte do dinheiro, 70%, vai ser usada no abandono de poços e o restante, na retirada de equipamentos. Por serem fixas, as plataformas não serão reaproveitadas, apenas alguns equipamentos. Todas elas vão ser desmanteladas.
A licitação do descomissionamento é esperada para 2028, para que a retirada da estrutura metálica seja iniciada no ano seguinte. A Petrobras ainda estuda se vai lançar editais com pacotes de descomissionamento ou se vai optar por bids individuais, por unidade. O certo é que a mesma empresa ficará responsável pela engenharia, preparação, remoção e disposição da plataforma descomissionada.
Fonte: Brasil Energia




