O resultado foi impactado por maiores contribuições de trading e otimização. Companhia também anuncia programa de recompra de ações de US$ 3 bilhões
08/05/2026
A Shell registrou lucro líquido ajustado de US$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado, divulgado na quinta-feira (7), apresentou alta de 112% em relação ao 4T25 (US$ 3,2 bilhões) e de 23,9% sobre o 1T25.
Segundo a companhia, o resultado trimestral foi impactado por maiores contribuições de trading e otimização, influenciando principalmente os negócios de Downstream, Energias Renováveis e Soluções Energéticas.
Além disso, houve impacto de preços realizados mais altos, margens de refino maiores, despesas operacionais menores e margens de Lubrificantes mais altas.
O EBITDA ajustado também cresceu (+38,6%), indo de US$ 12,7 bilhões para US$ 17,7 bilhões. O aumento é explicado pelos mesmos fatores do lucro ajustado.
Também, a Shell anunciou um novo programa de recompra de ações, de US$ 3 bilhões. Diferente do programa do 4T25, de US$ 3,5 bilhões. No trimestre, a companhia distribuiu aos acionistas US$ 5,3 bilhões, compreendendo a recompra de US$ 3,2 bilhões de ações e pagamento de dividendos aos acionistas de US$ 2,1 bilhões.
Oriente Médio
Mesmo que a companhia tenha mais que dobrado o lucro em meio às incertezas geopolíticas, a guerra no Oriente Médio ainda causou um impacto na produção, principalmente a que vem do Catar.
Cerca de 20% (550 mil boe/d) da produção de petróleo e gás da Shell vem do Oriente Médio e 10% pertencem ao Catar.
O Trem Dois do Pearl GTL, planta 100% operada pela Shell de conversão de gás em líquidos, foi danificado e levará um ano para que volte a operar. A estimativa é que os custos fiquei abaixo de US$ 500 milhões.
Já o Trem Um e o trem de GNL que detém participação no Qatar LNG já podem iniciar as operações e estão sujeitos à capacidade da companhia de transportar os produtos pelo Estreito de Ormuz.
A expectativa para o segundo trimestre sobre a produção do segmento Integrated Gas é de entre 580 mil boe/d e 640 mil boe/d, um valor menor do que o visto neste 1T26 (909 mil boe/d).
Fonte: Brasil Energia

