Entrada de consumidores no mercado livre recua 36,5% no início de 2026

06/05/2026

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) concluiu a migração de 4.827 consumidores para o mercado livre de energia no primeiro trimestre de 2026, queda de 36,5% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Do total, mais de 70% entraram no segmento por meio do novo modelo simplificado de gestão do varejo, que utiliza tecnologias de Interface de Programação de Aplicações (APIs) e foi implementado oficialmente em julho de 2025.

Segundo dados da CCEE, que acompanha 15 ramos de atividade econômica, os setores de serviços e comércio lideraram as adesões ao mercado livre neste primeiro trimestre. Na sequência, destaque para saneamento e alimentos. Os números mostram a expansão do ambiente dos pequenos e médios lojistas aos estabelecimentos maiores, como supermercados, hospitais, farmácias e hotéis.

Eixo Sul/Sudeste em destaque

O estado de São Paulo registrou 1.311 novas migrações para o mercado livre entre janeiro e março, seguido por: Minas Gerais (387), Rio Grande do Sul (386), Santa Catarina (370) e Paraná (351). 

Destaque também para a Bahia, principal estado do Nordeste, com a marca de 340 novos consumidores que entraram para o segmento.

2025 já teve desaceleração

Em 2025, segundo o Boletim Anual da Energia Livre, da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), 18.928 unidades consumidoras migraram para o mercado livre de energia, crescimento de 29%, chegando a 83.425.

Ainda que o crescimento tenha sido expressivo, já mostrou desaceleração em relação a 2024, quando a CCEE concluiu 26.834 novas migrações ao mercado livre de energia, um volume recorde que superou em mais de três vezes os resultados de 2023, quando 7.397 mil consumidores mudaram de ambiente de contratação de energia elétrica.

Desde 1º de janeiro de 2024, todos os consumidores do Grupo A, atendidos em média e alta tensão, podem optar pela compra de energia no mercado livre, conforme a Portaria Normativa nº 50/2022, do Ministério de Minas e Energia (MME). Os consumidores com carga individual inferior a 500 kW, porém, devem ser representados perante a CCEE por um agente varejista.

Fonte: MegaWhat

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