27/04/2026
O Brasil mantém, em 2026, o ritmo de crescimento das receitas geradas por turistas estrangeiros. Dados divulgados recentemente pelo Banco Central do Brasil indicam que, entre janeiro e março, os gastos de visitantes internacionais somaram R$ 16 bilhões — alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando o montante foi de R$ 14,2 bilhões.
Na análise isolada de março, o avanço foi mais moderado. Ainda assim, o país registrou crescimento de 0,43% na comparação anual, com receitas que alcançaram R$ 4,62 bilhões. Para Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, o resultado reflete diretamente as estratégias de promoção do destino Brasil no exterior.
“Estamos colhendo os resultados de um trabalho consistente de promoção do Brasil no exterior. O Ministério do Turismo seguirá trabalhando para transformar, cada vez mais, o potencial turístico do país em desenvolvimento econômico e geração de oportunidades”, afirma.
O desempenho reforça a trajetória de fortalecimento do turismo internacional e evidencia o peso crescente do setor na economia. Além de impulsionar receitas, a atividade contribui para a geração de empregos e para o dinamismo de cadeias produtivas ligadas a serviços, cultura e hospitalidade.
Resultado positivo
O avanço está diretamente associado ao aumento no fluxo de visitantes estrangeiros. Em março, o Brasil registrou o maior volume mensal de chegadas internacionais da história, com 1,05 milhão de turistas. No acumulado do primeiro trimestre, foram 3,742 milhões de visitantes — também um recorde —, levemente acima dos 3,739 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
O transporte aéreo internacional acompanha essa tendência. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o primeiro trimestre de 2026 registrou a maior movimentação de passageiros da série histórica para o período, com 8,3 milhões de pessoas — crescimento de 13% em relação aos 7,3 milhões de 2025. Somente em março, o fluxo atingiu 2,5 milhões de passageiros, o maior já registrado para o mês e 8,8% superior ao observado um ano antes.
Fonte: Hotelier News




