Expectativa de presidente do HotéisRIO é que patamar aumente até o dia do espetáculo devido a aumento esperado de reservas de última hora
26/04/2026
O impacto do “Todo Mundo no Rio” vai além do marketing e impulsiona o turismo: a taxa de ocupação hoteleira para o período do show gira em torno de 80% na Zona Sul e 68% na média da cidade, segundo Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO).
Alfredo Lopes, presidente do sindicato, disse que, com base nas reservas feitas até o momento, a ocupação hoteleira na zona sul do Rio, onde vai ocorrer o espetáculo, tem em torno de 80% de ocupação para os dias 1º e 2 de maio. Esse patamar ainda fica abaixo de igual período em 2025. Entre 1 e 3 de maio de 2025, a ocupação hoteleira na cidade do Rio atingiu média de 86,6% (o show de Lady Gaga no ano passado foi no dia 3).
“Mas muita gente deve fazer reserva de última hora”, acrescentou. “Então, esse show vai ser de casa cheia para a hotelaria e para o Rio de Janeiro, o que é muito bom”, disse. “E mantermos esse calendário fixo [de shows] no mês de maio também é importante para que as pessoas se programarem [em termos de reservas]”, afirmou.
Daniel Gorin, gerente geral do Grupo City & Sea, concorda. O grupo conta com dois hotéis na zona sul do Rio, não muito distantes do palco de Shakira: o Hotel Arpoador, com 49 quartos, e o Hotel Ipanema Inn, com 56 acomodações.
“Para os hotéis e restaurantes City&Sea, esse movimento é incrível. Há aumento consistente de demanda e maior disposição a pagar nos períodos de maior procura, o que contribui para a valorização das tarifas e para a melhoria do desempenho geral, mesmo fora da alta temporada”, disse. “Projetamos uma elevação de rentabilidade no período, ainda que não seja considerado alta temporada no Rio”, disse.
Outro setor com expectativa de lucrar, na onda colombiana de Shakira, é o de alimentação e bebidas. Fernando Blower, presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) disse que o show de Shakira deve aumentar o movimento no setor “entre dois e três dias antes e dois a três dias antes e dois a três dias depois” do dia do espetáculo.
Sem citar números, o empresário, também dono da Yayá Comidaria Pop Brasileira, restaurante no bairro do Leme, aposta que o movimento deve ser tão bom quanto o observado na edição 2025 do evento.
Outra consequência de longo prazo, disse, é que visita de turistas para o show pode estimular aqueles que não conhecem o Estado. O setor de bares e restaurantes no Estado do Rio movimentou R$ 31,5 bilhões em 2024 (dado mais recente), com 20.688 estabelecimentos na capital.
O “boom” em movimento na economia, por conta do espetáculo, deve favorecer até mesmo o setor supermercadista. Pesquisa da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) projeta aumento em vendas, nas unidades do setor, nos bairros de Copacabana e Leme, de até 30% no faturamento, na semana do evento, ante semanas anteriores. Esse foi mesmo patamar de crescimento em vendas, em supermercados da área, na semana do show de Lady Gaga em 2025. Em 2024, quando Madonna se apresentou na primeira edição do “Todo Mundo no Rio” a alta em vendas de supermercados nos mesmos dois bairros foram de 15%, disse a Asserj.
Fonte: Valor Econômico


