Vast e Petronas renovam contrato de transbordo no Porto do Açu

Parceria entre as companhias foi iniciada em 2023. As atividades são realizadas no T-Oil
15/07/2026

A Vast Infraestrutura anunciou, nesta quarta-feira (15), a extensão do contrato de transbordo com a Petronas Brasil até o final de 2027. As atividades são realizadas no T-Oil, Terminal de Petróleo da Vast localizado no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

A parceria da Vast e Petronas no T-Oil foi iniciada em 2023. Segundo dados da Antaq reunidos pela companhia, o terminal realizou 229 operações de transbordo e respondeu por mais de 48% das exportações brasileiras de óleo cru realizadas a partir de terminais em 2025. 

O T-Oil possui licença para movimentar até 1,8 milhão de bpd. O terminal possui três berços de atracação, dos quais dois são aptos a receber navios do tipo Very Large Crude Carrier (VLCC) e um é apto a operar com navios do tipo Suezmax. 

Ainda em 2026, o berço que opera o Suezmax passará a operar também com navios da classe VLCC.

Atualmente, o T-Oil atende 11 operadoras de óleo e gás que atuam no Brasil: BW Energy, CNOOC, Equinor, ExxonMobil, Galp, Petrobras, PetroChina, Petronas, Prio, Shell e TotalEnergies. 

Além do T-Oil, a empresa é proprietária do Terminal de Líquidos do Açu (TLA). Em 2025, a Vast iniciou a construção do parque de tancagem do terminal, que contará com infraestrutura para armazenagem e movimentação de produtos como derivados de petróleo, químicos e biocombustíveis. A previsão é que as operações de tancagem tenham início no último trimestre de 2026.

Projeto Aves do Açu

A cooperação também inclui o projeto de gestão e conservação de aves marinhas em terminais portuários, que visa desenvolver e validar uma metodologia replicável de gestão e monitoramento que possibilite a coexistência da reprodução de espécies ameaçadas com as operações portuárias.

O modelo é baseado no Projeto Aves do Açu, uma iniciativa voluntária já realizada pela Vast Infraestrutura que contou com o apoio da Petronas Brasil em 2024. A nova fase do projeto inclui a integração de múltiplas frentes de pesquisa, tais como parâmetros reprodutivos e demográficos, dinâmica espacial e padrões de migração, ecologia trófica e o status sanitário das aves, uma abordagem inédita no Brasil.

Fonte: Brasil Energia

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