TGS inicia reprocessamento 2D em São Tomé e Príncipe

Projeto reprocessará 14.651 km de dados sísmicos 2D e entregará em até sete meses um subconjunto prioritário de linhas
11/08/2026

A TGS iniciou, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP), o projeto de Reprocessamento 2D de PSDM (Pre-Stack Depth Migration ou Migração Pré-Empilhamento em Profundidade) em São Tomé e Príncipe.

Segundo o comunicado divulgado nesta terça-feira (11), o projeto é um reprocessamento completo de 14.651 km de dados sísmicos 2D, abrangendo quatro levantamentos de entrada originalmente adquiridos pela TGS entre 1999 e 2005.

Um subconjunto prioritário de linhas será entregue em até sete meses. A previsão é que os produtos finais para o conjunto completo sejam entregues no terceiro trimestre de 2027.

A TGS havia reprocessado os dados em 2014, mas o novo projeto aplica um fluxo novo de trabalho, utilizando pré-processamento avançado com a construção de modelos de velocidade via Inversão de Forma de Onda Completa Elástica com Correlação Dinâmica (E-DMFWI) e Migração em Profundidade pré-empilhamento Kirchhoff (KPSDM).

De acordo com a companhia, o reprocessamento foi projetado para resolver desafios presentes no ambiente subterrâneo, como atividade vulcânica, canalização rasa e complexos de transporte de massa generalizados.

Este é o oitavo projeto da TGS na África neste ano. Em julho, anunciou o projeto de 2D cubed na Bacia de Keta, ao largo de Gana. 

Em junho, a empresa iniciou o reprocessamento sísmico em Serra Leoa e anunciou um MegaSurvey na Guiné Equatorial

No final de fevereiro, foi o levantamento 3D multicliente da região de Laide, na Nigéria. 

Já em abril iniciou o projeto 2D cubed em águas profundas da Costa do Marfim. E, em maio, anunciou uma pesquisa sísmica streamer 4D no mar aberto de Angola. 

Também concluiu o reprocessamento sísmico 3D do projeto Sierra Leone Fusion 3D, no offshore de Serra Leoa.

Recentemente, a Petrobras concluiu a aquisição da participação e assunção da operação do Bloco 3. A companhia anunciou a aquisição de 75% da Oranto em abril. Agora, a estatal é a operadora, com 75% de participação, junto da Oranto (15%) e da Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (10%).

Fonte: Brasil Energia

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