Shell vende empresa de energia na Índia por US$ 1,8 bi

É a segunda cessão de participação em ativos que a companhia faz em duas semanas, após anunciar a saída de campos no Golfo do México
14/07/2026

A Shell assinou um acordo de US$ 1,8 bilhão para vender 100% da Solenergi Power Private Limited, que inclui o grupo de empresas Sprng Energy, para a empresa indiana Aditya Birla Renewables Limited (ABRen). 

De acordo com comunicado divulgado na segunda-feira (13), a conclusão da transação deve acontecer até o final de 2026 e está condicionada à aprovação regulatória e certas condições. 

A Shell justifica que a venda segue o foco de ajustar o portfólio de seu negócio de energia. A estratégia consiste na classificação do portfólio, reequilíbrio para geração flexível e execução disciplinada de projetos em várias regiões, com o objetivo de melhorar o desempenho do negócio e avançar para cerca de 10% do retorno sobre o capital médio empregado (ROACE) até 2030.  

ABRen é a plataforma dedicada de energia renovável do Grupo Aditya Birla, com a Global Infrastructure Partners, parte da BlackRock, como investidora estratégica. A empresa desenvolve e opera um portfólio diversificado em toda a Índia de projetos solares, eólicos, híbridos, solares flutuantes e de armazenamento em baterias.

A Sprng Energy fornece energia solar e eólica para empresas de distribuição de eletricidade na Índia. Seu portfólio consiste em 5,0 gigawatts-pico (GWp) de ativos (3,3 GWp operacionais e 1,7 GWp contratados).

Para a Shell, a Índia continua sendo um mercado importante, tendo em vista que a companhia atende o país desde o fornecimento global de GNL e regaseificação em Hazira até as vendas downstream, ao lado da Shell Mobility e dos negócios de Lubrificantes Shell. 

A Sprng Energy é o segundo ativo que a Shell vende em duas semanas. No dia 1º de julho, a companhia anunciou que as subsidiárias da Talos Energy e da Ridgewood Energy irão adquirir sua participação não-operada de 50% na plataforma Na Kika e campos associados (Kepler, Ariel, Fourier e Herschel) no Golfo do México, além de 100% de participação da infraestrutura de tieback do campo de Coulomb. 

Fonte: Brasil Energia

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