Instituto também solicitou, à Petrobras, a prestação de dados complementares para a realização de testes de formação
11/08/2026
Em resposta aos pedidos da Petrobras, o Ibama afirmou que ainda se faz necessária a prestação de informações complementares para a perfuração de três poços contingentes no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial Brasileira, bem como para a realização de testes de formação.
Segundo o instituto, ainda são necessários esclarecimentos sobre as adequações da unidade de perfuração marítima Amaralina Star (NS-43), da Constellation – inicialmente prevista para a realização dessas atividades – para o recolhimento dos cascalhos da fase-reservatório e para a execução do teste de formação.
No entanto, não foram verificados impedimentos técnicos para a realização de operações de abandono de poços. O documento foi enviado para a Petrobras pela Diretoria de Licenciamento Ambiental (Dilic) do Ibama na segunda-feira (10), após análise técnica.
A Petrobras solicitou a anuência para a perfuração dos três poços contingentes – chamados Manga, PAD Morpho e Crotalus – no final de março deste ano. No pedido, a estatal também solicitou o aval para as operações de abandono desses três poços e do poço Morpho, bem como para a execução de testes de formação, condicionados aos resultados dos poços efetivamente perfurados.
De acordo com a companhia, no âmbito do processo de licenciamento da atividade de perfuração marítima no bloco FZA-M-59, constava a previsão de perfuração de um poço firme, denominado Morpho, e de três poços contingentes, inicialmente nomeados como Manga, Maracujá e Marolo.
“Com a perspectiva de continuidade das operações no bloco após a perfuração do poço Morpho e com o aprofundamento do conhecimento dos prospectos, foi possível identificar melhores oportunidades, com maior chance de sucesso, de modo que os dados dos poços foram complementados e atualizados”, justificou a Petrobras na época.
Já o processo de abandono dos poços acontece após a perfuração, quando são instalados e testados tampões mecânicos e/ou de cimento, a fim de garantir a efetividade da vedação dos poços. A depender dos resultados obtidos na perfuração, poderão ser realizados testes de formação para avaliação da produtividade do reservatório. Por fim, ocorre a etapa de desmobilização, a qual consiste na retirada e na navegação da unidade de perfuração.
Os três poços contingentes não estão previstos na licença de operação (LO nº 1684/2025) emitida pelo Ibama no dia 20 de outubro. A licença autorizou somente a perfuração do poço Morpho.
A perfuração do poço Morpho foi retomada pela Petrobras no dia 16 de março, cerca de 70 dias após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração em linhas auxiliares do riser, que ocasionou a paralisação da atividade. A estatal foi multada pelo Ibama (em R$ 2,5 milhões) e pela ANP (em até R$ 2 milhões) pelo vazamento.
Morpho está sendo perfurado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, pela sonda ODN-II (também conhecida como NS-42), da Foresea. Atualmente, a data mais cedo para conclusão do poço está projetada para o final deste mês.
Fonte: Brasil Energia



