ONGC e NSE podem garantir mais ativos da Venezuela em breve

A estatal indiana prevê assinar logo acordos para algumas áreas da PDVSA, enquanto a empresa canadense está com cinco oportunidades na fase final para chegar a um MoU
06/08/2026

A ONGC, estatal da Índia, e a New Stratus Energy (NSE), empresa de energia do Canadá, afirmam que vão fechar acordos para adquirir ativos na Venezuela em breve. 

Durante teleconferência de resultados trimestrais na quarta-feira (6), a companhia indiana estimou que em breve assinará acordos para áreas na região e assim assumir operação da PDVSA em alguns dos projetos. 

“Agora temos total liberdade para trabalhar no projeto da Venezuela; antes, estávamos restringindo nossas operações lá por causa do risco relacionado às sanções. Esses riscos já ficaram para trás. O governo da Venezuela já promulgou a nova lei do petróleo”, disse o CFO da ONGC, Anupam Agarwal. 

A ONGC, por meio de sua subsidiária ONGC Videsh, tem participações não operadas de 40% no campo San Cristobal e de 18% no projeto Carabobo-1. 

No caso da NSE, há cinco oportunidades na fase final para chegar a um Memorando de Entendimento (MoU). A companhia está trabalhando com parceiros para adquirir participações em joint ventures existentes com a PDVSA, bem como para assinar contratos de partilha de produção a fim de assumir a operação de campo de petróleo sob administração da PDVSA.  

“A companhia está negociando diretamente com empresas norte-americanas dos setores de serviços petrolíferos, operações e finanças a assinatura de memorandos de entendimento (MoUs), para, na sequência, negociar os contratos com a PDVSA”, explicou a NSE em comunicado divulgado no dia 14 de julho. 

Neste mesmo informe, a NSE informou ter expectativa de assinar um acordo definitivo para aquisição de participação em blocos na Colômbia depois da transição de governo, que está marcada para o dia 7 de agosto.  

O MoU para os blocos foi assinado em dezembro de 2025 junto a um operador local. Não foram divulgados quais as áreas e qual a empresa do consórcio.

Fonte: Brasil Energia

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