Maha firma acordo para 40% da Novonor na PetroUrdaneta

A transação permitirá que a companhia tenha 100% da Odebrecht E&P e, consequentemente, 40% de participação indireta na empresa venezuelana
08/06/2026

A Maha Capital assinou um acordo vinculativo com a Novonor Latinvest (subsidiária da Novonor, ex-Odebrecht) para adquirir mais 40% da Odebrecht E&P. Com isso, a companhia poderá sair de 24% para 40% de participação indireta na PetroUrdaneta, joint venture da Venezuela com a PDVSA para operação em campos petrolíferos no Lago Maracaibo. 

De acordo com comunicado publicado na segunda-feira (8), o investimento é de US$ 37,5 milhões. A Maha pagará US$ 27,5 milhões na data do closing, que é esperado dentro de 120 dias após a assinatura dos acordos definitivos; e mais um pagamento diferido de US$ 10 milhões, que pode acontecer 24 meses após o fechamento do negócio ou na data da primeira captação de capital da Maha ou de suas afiliadas do setor de energia, superior a US$ 43 milhões.

O closing está sujeito a aprovações corporativas, regulatórias e antitruste no Brasil e em outras jurisdições competentes.

“Ao aumentar nossa participação indireta na PetroUrdaneta para 40%, estamos aprofundando nossa exposição a uma das regiões produtoras de petróleo mais prolíficas da Venezuela e fortalecendo nossa presença operacional no país. Vemos potencial significativo de crescimento pela frente e estamos comprometidos em desbloqueá-lo”, disse o CEO da Maha Capital, Roberto Marchiori.    

Esta aquisição dos 40% restantes estava prevista no acordo assinado entre a Maha e a Novonor Latinvest em outubro de 2023. O contrato previa a compra dos 60% que a Latinvest detinha na OE&P. Esta é a subsidiária espanhola da Novonor, que possui 40% de participação na PetroUrdaneta – os outros 60% são da PDVSA. 

Ou seja, o contrato permitiu que a Maha adquirisse da Novonor 60% de sua participação de 40% na empresa venezuelana, totalizando os 24% da participação indireta – a companhia exerceu o direito por esta fatia em março de 2026. Segundo o acordo inicial, após dois anos do closing da compra dos 60%, a Maha poderia exercer a opção pelos outros 40%. 

Junto a essa transação, a Maha pretende levantar capital em suas afiliadas do seu segmento de Energia para financiar tanto o pagamento de fechamento quanto a parcela diferida.

A escolha por essa abordagem está baseada em proteger o financiamento dentro deste segmento, preservando o balanço da companhia e garantindo uma separação clara entre as duas divisões (Fintech e Energia) à medida que a empresa avança na sua reorganização – a Maha decidiu dividir seus negócios em duas frentes, a Keo Capital e a Keo Energy.

Fonte: Brasil Energia

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