Inadimplência do MCP deve cair para R$ 424 milhões, estima CCEE

02/07/2026

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) estima que a liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP) referente à contabilização de maio deve fechar com R$ 424,4 milhões em aberto, abaixo dos R$ 441,86 milhões registrados na operação anterior.

O número ainda não representa o resultado definitivo da liquidação, que será concluída em 8 de julho, mas reflete a melhor estimativa disponível até agora, com base em informações já conhecidas pela câmara, como aportes de garantias financeiras e demais movimentos prévios ao fechamento da operação.

Os dados foram apresentados pela CCEE ontem, 1º de julho, na reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Segundo a entidade, a contabilização de maio somou R$ 3,07 bilhões. Desse total, R$ 2,64 bilhões foram liquidados.  A câmara informou ainda que R$ 414,81 milhões, equivalentes a 15,7% do valor liquidado, foram destinados à Conta de Energia de Reserva (Coner).

Os valores indicam uma redução do montante não pago em relação à liquidação anterior, mas a confirmação deles depende da conclusão da liquidação, quando será possível separar o que é inadimplência efetiva de valores bloqueados, suspensos por decisão judicial, cautelares regulatórias, parcelamentos ou outros efeitos que entram na composição do valor não pago, mas não necessariamente correspondem a descumprimento de pagamento pelos agentes.

Os valores indicam uma redução do montante não pago em relação à liquidação anterior, mas a confirmação deles depende da conclusão da liquidação, quando será possível separar o que é inadimplência efetiva de valores bloqueados, suspensos por decisão judicial, cautelares regulatórias, parcelamentos ou outros efeitos que entram na composição do valor não pago.

A liquidação do MCP em abril

Na liquidação referente a abril, concluída em junho, o total não pago havia sido de R$ 441,86 milhões. Dentro desse montante, a inadimplência efetiva foi de R$ 94,8 milhões, segundo dados da CCEE. A diferença estava principalmente em valores associados a decisões judiciais e medidas regulatórias.

Na operação de abril, foram contabilizados R$ 3,15 bilhões, dos quais R$ 2,70 bilhões foram liquidados, o equivalente a cerca de 86%do total.

Dos R$ 441,86 milhões não pagos, R$ 328,07 milhões estavam ligados à Bolognesi, que obteve cautelar da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para suspender penalidades e cobrança pela CCEE.

Outros R$ 5,18 milhões estavam em situação semelhante por cautelar envolvendo Sinop, enquanto R$ 13,67 milhões não eram exigíveis na data da liquidação por decisões judiciais. Os parcelamentos somavam R$ 145,55 mil.

O dado de abril também mostrou aumento da inadimplência efetiva em relação a março, quando o valor havia sido de R$ 60,25 milhões. A alta foi concentrada principalmente na 2W Comercializadora Varejista de Energia, em recuperação judicial, e na Electra Energia Digital. A 2W apareceu com débito de R$ 31,99 milhões em abril, ante R$ 25,36 milhões em março. Já a Electra Energia Digital, razão social Electra Comercializadora Varejista, entrou na lista de devedores de abril com R$ 27,81 milhões.

Fonte: MegaWhat

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