Desde a pandemia, o guia tem formato digital e é gratuito
14/04/2026
O Guia Michelin, criado pela empresa francesa homônima de pneus em 1900 e referência internacional em gastronomia, está ampliando o foco de atuação para além de restaurantes e passa a avaliar hotelaria e vinícolas. O movimento faz parte da estratégia de fortalecer a marca como uma plataforma de curadoria em estilo de vida e turismo. A edição brasileira do guia foi apresentada nesta segunda-feira (13) em evento para convidados no Copacabana Palace, no Rio.
O diretor internacional do guia, Gwendal Poullennec, afirma que a diversificação retoma a proposta original idealizada pela empresa: “Desde o início, o guia já contemplava três dimensões: onde comer, onde ficar e onde beber. O que estamos fazendo agora é reforçar esse DNA, com uma abordagem global e estruturada”, diz. Desde a pandemia, o guia tem formato digital e é gratuito.
A principal novidade é o Michelin Keys, sistema de classificação de hotéis que avalia local, design, serviço de excelência, conforto e consistência. A empresa também prepara o lançamento do “Michelin Grapes”, voltado à avaliação de vinícolas, que começará pelas regiões produtoras de Bordeaux e Borgonha, na França, e avalia vitalidade do solo, processo de vinificação, identidade e harmonia.
Poullennec diz que as novas frentes respondem a uma mudança no comportamento do consumidor. “Há uma convergência entre gastronomia, hospitalidade e vinho. O viajante que busca boa comida também procura bons hotéis e experiências completas”, afirma. O guia cobre mais de 60 destinos globais e reúne mais de 40 mil estabelecimentos, nas três categorias, avaliados ao redor do mundo.
Países diferentes podem receber todas as categorias (restaurantes, hotéis e vinícolas) ou parte delas. No caso do Brasil, o guia avalia opções de restaurantes no Rio e em São Paulo e locais para se hospedar em vários Estados. Mas a publicação limita a oferta de vinhos às denominações de Bordeaux e Borgonha. Poullennec diz que o Brasil apresenta evolução na qualidade gastronômica: “Há dinamismo real, com chefs valorizando ingredientes locais e elevando o padrão da cozinha.”
Fonte: Valor Econômico



