Exportação da Petrobras cresce ancorada na Ásia

A China e a Índia foram os dois principais compradores da produção da empresa no primeiro trimestre deste ano
30/04/2026

As exportações líquidas da Petrobras aumentaram 1,3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao trimestre anterior. A empresa atribuiu a alta ao aumento da produção, com a maior utilização do parque de refino, além de menores vendas no mercado interno por fatores sazonais. 

Em contrapartida, caíram as exportações de petróleo, que compensaram parcialmente os efeitos das menores importações. Segundo a empresa, isso é reflexo, em parte, do aumento da produção de derivados, além da existência de exportações em andamento ao final do trimestre, que não foram reconhecidas no primeiro trimestre.

Atualmente, a China é o principal importador de petróleo da Petrobras. O país responde por 62% das vendas externas da empresa. “Com o aumento total das exportações, desde o primeiro trimestre de 2025, a participação da China como destino das exportações de petróleo se tornou ainda mais relevante, em detrimento dos demais destinos, pois possibilitou a colocação de volumes maiores mantendo a competitividade da cesta de exportação da Petrobras”, informou a petrolífera, em relatório de produção e vendas divulgado nesta quinta-feira, 30. 

Cresceram também as exportações para a Índia entre o primeiro trimestre de 2025 e igual período de 2026. “Destaca-se o aumento absoluto de volume, de aproximadamente mais 56 mil barris por dia (bpd), em um contexto de expansão do volume total exportado pela Petrobras”, afirmou a empresa. 

A petrolífera ressaltou no relatório que a Índia, atualmente o segundo maior importador mundial de petróleo transportado por via marítima, consolidou-se como mercado estratégico. 

“Nesse cenário, a Petrobras intensificou seus esforços comerciais, promovendo a renovação de contratos com as estatais Bharat Petroleum Corporation (BPCL) e Hindustan Petroleum Corporation (HPCL), bem como a assinatura de novos contratos com a Indian Oil Corporation (IOC) e a Mangalore Refinery and Petrochemicals (MRPL), fortalecendo sua presença e competitividade naquele mercado”, acrescentou.

Fonte: Brasil Energia

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