O Gávea Group e o Grupo Bravante estudam atividades na região, como descomissionamento de plataformas fixas no Nordeste, além de outras oportunidades que podem vir do avanço da Petrobras na perfuração do poço Morpho
03/06/2026
O Gávea Group e o Grupo Bravante mostraram interesse em trabalhar na região da Margem Equatorial, disseram seus representantes durante o 10º Workshop sobre Descomissionamento e Desmantelamento de Navios e Ativos Offshore, organizado pela Sobena, nesta quarta-feira (3), no Rio de Janeiro.
Segundo o diretor de Operações do Gávea Group, Diogo Salomão, a companhia está no processo de cadastramento como operador portuário em porto local – o executivo não comentou em qual cidade e porto estão fazendo isso.
Salomão também afirmou que estão de olho no descomissionamento de plataformas fixas no Nordeste. Só na região, a Petrobras pretende descomissionar 26 plataformas em Sergipe, com perspectivas de lançar a licitação em 2028.
No caso do Bravante, o diretor de Novos Negócios, Thiago Porto, afirma que vêm observando os passos da Petrobras e a perfuração do poço Morpho, e ainda estão em estudos para saber qual é a melhor posição estratégica para aproveitar o potencial da Margem.
Os estaleiros OSX, BR Offshore e Eisa estavam presentes no evento, e destacaram que querem focar nas operações onde estão localizados no momento.
No caso da OSX, o foco está em sua base no Porto do Açu (RJ). Segundo o executivo que representou o estaleiro, Marcos Araújo, a OSX ainda tem muito espaço para se posicionar na região.
O presidente da BR Offshore, Ricardo Vianna, apontou que querem ficar ainda em Barra do Furado, já que observam um potencial de geração de energia eólica no Norte do estado do Rio de Janeiro. “Há muito a se fazer nos próximos 10 anos na região antes de pensar em ir lá para cima”, disse Vianna.
Por fim, o foco do estaleiro Eisa no médio e longo prazo é conseguir a certificação europeia para desmantelamento de embarcações que contêm bandeira da União Europeia (UE).
Fonte: Brasil Energia



