25/05/2026
25/05/2026
O custo com geração térmica no Sistema Interligado Nacional caiu 40,8% em abril ante março, para R$ 1,1 bilhão, com a redução do despacho por ordem de mérito e da inflexibilidade, segundo boletim mensal do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A inflexibilidade continuou respondendo pela maior parte da conta térmica, com R$ 753,8 milhões, equivalente a 66,7% do total.
O despacho por inflexibilidade teve redução de R$ 247 milhões em relação a março. Já o custo de ordem de mérito somou R$ 254,5 milhões, com queda de R$ 207,3 milhões na comparação mensal, em função da redução do Custo Marginal de Operação (CMO).
No Boletim Mensal de Custos da Operação e Valoração da Segurança da Operação de abril, o ONS afirmou que a redução dos custos da operação em abril decorreu principalmente da queda nos custos das usinas despachadas por ordem de mérito, em razão da redução do CMO, e dos custos das usinas despachadas por inflexibilidade, com destaque para a redução em Candiota III.
O custo total da operação, considerando geração térmica e importação, ficou em R$ 1,13 bilhão em abril. Em março, havia sido de R$ 1,94 bilhão. O custo unitário também recuou, de R$ 342,94/MWh para R$ 260,66/MWh.
Na composição da geração térmica por motivo de despacho, além da inflexibilidade, aparecem R$ 122,9 milhões associados ao despacho por mérito com CVU menor ou igual ao PLD, R$ 85,1 milhões por mérito classificado como Geração Substituta (GSUB), R$ 87,6 milhões por unit commitment, R$ 49,3 milhões por mérito em condições de CVU maior que o PLD, R$ 29,7 milhões por razão elétrica e R$ 2,1 milhões por garantia energética.
A parcela associada à garantia energética ocorreu no subsistema Sul, conforme autorização do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em função das condições hidrológicas desfavoráveis na região. Esse custo caiu R$ 35,8 milhões em relação ao mês anterior.
Exportação e importação de energia
O ONS também registrou importação de energia da Argentina, sem substituição de geração térmica, para garantia energética no Sul. A operação ocorreu de forma pontual em 9 de abril, equivalente a 5,4 MW médios mensais, com custo total de R$ 2,23 milhões.
Segundo o boletim, a importação sem substituição de térmica foi realizada a preços superiores ao PLD no dia em que ocorreu. Do valor total da importação no mês, 8,5% foram associados à valoração da segurança da operação.
O relatório também mostrou que houve exportação de geração térmica para a Argentina durante nove dias de abril. A operação gerou receita estimada de R$ 67,6 milhões aos agentes termelétricos. Não houve exportação de energia proveniente de excedente de vertimento turbinável em caráter comercial.
A maior receita estimada com a exportação térmica veio da Araucária P0, no subsistema Sul, com R$ 26,8 milhões e 27 GWh. Em seguida aparecem Termomacaé, no Sudeste/Centro-Oeste, com R$ 23,8 milhões e 14,9 GWh.
Custo do PCS, constrained-on e constrained-off
As usinas contratadas no Procedimento Competitivo Simplificado (PCS), realizado em 2021 durante a crise hídrica, produziram 28.254 MWh em abril, a um custo de R$ 32,1 milhões. O CVU médio dessas usinas ficou em R$ 1.137,35/MWh.
A Karkey 013 concentrou a maior parte do custo do PCS no mês, com R$ 27,4 milhões e 24.255 MWh gerados. Também aparecem Porsud I, Karkey 019, Cuiabá, Porsud II e Povoação 1.
Na parte de valoração da segurança da operação, o boletim detalhou os custos associados a despachos e serviços necessários à confiabilidade e estabilidade do sistema. Esses valores estão ligados à rubrica de Encargos de Serviços do Sistema (ESS), calculada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e são remunerados pelos agentes com base no consumo registrado.
No caso do despacho por razão elétrica, a valoração total de constrained-on e constrained-off ficou em R$ 41,1 milhões em abril, abaixo dos R$ 137,7 milhões registrados em março. O constrained-on ocorre quando uma usina não indicada por ordem de mérito é acionada para atender critérios operacionais. O constrained-off ocorre quando uma usina indicada por ordem de mérito tem a geração restringida por razões operacionais.
Os despachos que geraram constrained-on em abril envolveram necessidades de segurança nas áreas de Roraima, Manaus e Roraima, além de atendimento à ponta de carga do SIN em dias específicos do mês.
Já o constrained-off ocorreu em todos os dias de abril, em situações nas quais o CMO da barra de algumas usinas ficou superior ao CVU em parte do dia, mas o despacho não foi realizado por não ser vantajoso em termos de custo global, considerando os requisitos de unit commitment.
O unit commitment teve valoração verificada de R$ 57 milhões em abril, ante R$ 135 milhões em março. Segundo o ONS, esses despachos ocorreram diariamente para atender requisitos técnicos das usinas, como tempo mínimo de acionamento, tempo mínimo de permanência desligada e rampas de elevação ou redução de geração.
Fonte: MegaWhat




