Equinor pretende ceder 50% de sua participação no bloco do pré-sal da Bacia de Campos para a estatal
16/06/2026
O Cade vai avaliar o processo de cessão, pela Equinor, da participação de 50% no bloco Itaimbezinho, situado no pré-sal da Bacia de Campos, para a Petrobras. O contrato foi assinado pelas companhias no último dia 10.
Atualmente, a Equinor possui 100% do bloco Itaimbezinho. Com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser composto pela companhia norueguesa (operadora, 50%), Petrobras (50%) e PPSA, como gestora do contrato de partilha.
O processo de cessão também depende do aval da ANP. No documento enviado ao Cade, as companhias afirmam que a operação não gerará impacto sobre o mercado de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil, uma vez que os direitos transacionados entre as partes referem-se a um ativo que se encontra em fase exploratória.
Como justificativa, a Petrobras afirma que a operação está em linha com seus direcionadores estratégicos determinados no seu Plano de Recomposição de Potencial Exploratório e por se tratar de área com potencial para gás em contexto geológico favorável, no território nacional e com sinergia exploratória e de produção com ativos próximos.
“A parceria maximiza sinergias na Bacia de Campos, região onde a companhia já desenvolve ativos vizinhos, também em parceria com a Equinor, como o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe”, disse a estatal em comunicado divulgado no dia 10 de junho.
O projeto Raia é operado pelo consórcio formado por Equinor (35%), Repsol Sinopec (35%) e Petrobras (30%). Já a licença exploratória de Jaspe é operada pelo consórcio formado por Petrobras (60%) e Equinor (40%).
Para a Equinor Brasil, a operação está alinhada com o esforço contínuo do Grupo Equinor em otimizar seu portfólio internacional com desinvestimentos, aquisições e formação de novas parcerias, segundo o documento enviado ao Cade.
Itaimbezinho foi arrematado no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado em outubro de 2025. Conforme publicado pela Brasil Energia, a companhia norueguesa avalia a possibilidade de desenvolver Itaimbezinho a partir de um tie-back ao projeto Raia.
Fonte: Brasil Energia



