O contrato foi assinado com a PDVSA e o Ministério dos Hidrocarbonetos do país, a fim de estimular a atividade no campo Petroquiriquire, principal ativo da companhia na Venezuela
16/04/2026
A Repsol assinou um acordo com a Petroleos de Venezuela (PDVSA) e o Ministério dos Hidrocarbonetos com objetivo de aumentar a produção do campo Petroquiriquire – PDVSA detém 60% de participação e a Repsol 40%. Este acordo ainda precisa cumprir algumas condições.
Além disso, há garantia de mecanismos de pagamento e fortalecimento do arcabouço operacional para suas atividades no país. De acordo com anúncio da companhia nesta quinta-feira (16), o acordo foi assinado sob o contrato original, que data de 2023.
Este contrato já havia sido alterado em 2024 e previa o mecanismo para estender a duração das concessões dos campos Petroquiriquire e incorporou os campos Tomoporo e La Ceiba.
“Este acordo ressalta o compromisso da Repsol com a Venezuela, onde operamos sem interrupção desde 1993. Temos os ativos e as capacidades técnicas, operacionais e humanas no terreno para aumentar nossa produção no país”, disse o diretor executivo de Exploração e Produção da Repsol, Francisco Gea.
O acordo segue o anúncio feito pelo CEO da Repsol, Josu Jon Imaz, de aumentar 50% da produção bruta em um ano e triplicar em três anos. Atualmente, a produção da Repsol no país é de cerca de 45 mil bpd, principalmente em Petroquiriquire.
A assinatura desses acordos ocorre após o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA emitir, em fevereiro, a Licença Geral nº 50A (GL 50A), que autoriza a Repsol e suas subsidiárias a realizar transações relacionadas a operações de petróleo e gás na Venezuela com o governo venezuelano, a PDVSA e suas entidades afiliadas.
Outras empresas estão aumentando ou querendo aumentar a produção na Venezuela. A Chevron assinou na última terça-feira (14) dois acordos com a PDVSA.
O primeiro acordo é referente ao aumento de participação da Chevron na Petroindependencia, indo de 35,79% para 49%. Já no segundo acordo, a subsidiária em que a Chevron detém 30% de participação, a Petropiar, recebeu aval para o desenvolvimento da área Ayacucho 8.
Em março, o vice-presidente sênior da ExxonMobil, Jack Williams, afirmou que uma equipe iria posteriormente à região para começar a trabalhar na área.
Também em março, a Repsol e a Eni assinaram um acordo com as autoridades venezuelanas para garantir a continuidade da produção de gás natural ao longo de 2026 no ativo Cardón IV (as duas detém 50% cada uma) e para reforçar a estabilidade de longo prazo das operações.
Fonte: Brasil Energia



