Economista Guilherme Mello é eleito presidente do CA da Petrobras

Assembleia Geral Ordinária da petrolífera aprova nova composição do Conselho de Administração e R$ 41,2 bilhões para remuneração aos acionistas pelo resultado do exercício de 2025
16/04/2026

Os acionistas da Petrobras aprovaram nesta quinta-feira (16) um novo Conselho de Administração (CA), que será presidido pelo economista Guilherme Santos Mello, atual secretário-executivo do Ministério do Planejamento e também presidente do Conselho de Administração do BNDES. Ele substitui Bruno Moretti, que renunciou ao cargo para assumir como ministro do Planejamento e Orçamento.

Mello foi eleito com 58,91% dos votos dos acionistas presentes na assembleia, realizada na sede da companhia, no Rio de Janeiro.  Outros 41,09% dos participantes se abstiveram da votação.

Segundo comunicado da Petrobras, os onze integrantes do Conselho de Administração serão Fábio Henrique Bittes Terra, Guilherme Santos Mello, José Fernando Coura, José João Abdalla Filho, Magda Maria de Regina Chambriard (CEO da Petrobras|), Marcelo Gasparino da Silva, Marcelo Weick Pogliese, Renato Campos Galuppo (eleitos pelo processo de voto múltiplo); Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis (eleito pelos acionistas minoritários de ações ordinárias em eleição em separado); Rachel de Oliveira Maia (eleita pelos acionistas de ações preferenciais em eleição em separado); Rosangela Buzanelli Torres (eleita pelos empregados da Petrobras).

Para o Conselho Fiscal foram eleitos pelo acionista controlador Mariana de Assis Espécie (Titular) e Brenno Leopoldo Cavalcante de Paula (Suplente), Luciano José de Araújo (Titular) e Sr. Gustavo Cerqueira Ataíde (Suplente) e Rafael Rezende Brigolini (Titular) e Sr. Daniel Cardoso Leal (Suplente); pelos acionistas minoritários de ações ON Ronaldo Dias (Titular) e Sr. Ricardo José Martins Gimenez (Suplente) e pelos acionistas de ações PN Reginaldo Ferreira Alexandre (Titular) e Vasco de Freitas Barcellos Neto (Suplente).

A estatal informou que a AGO também aprovou a tomada de contas dos administradores, exame, discussão e votação do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras da Companhia, acompanhadas do Relatório dos Auditores Independentes e do parecer do Conselho Fiscal da Petrobras, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025; o orçamento de capital relativo ao exercício de 2026 e a destinação do Resultado do exercício social de 2025.

Remuneração a acionista sobre 2025 de R$ 41,2 bilhões

A remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2025 aprovada pelo AGO somará o valor total de R$ 41.235.750.000,00, representando R$ 3,19936420 por ação ordinária e preferencial em circulação. 

O valor inclui as antecipações aprovadas ao longo de 2025, e já pagas até março de 2026, devidamente corrigidas pela taxa Selic desde a data de cada um dos pagamentos até 31 de dezembro de 2025, no valor de R$ 33.164.450.734,32, além da proposta de distribuição de remuneração aos acionistas relativa ao quarto trimestre de 2025 no montante de R$ 8.071.299.265,68.

A distribuição relativa ao quarto trimestre de 2025 equivale a R$ 0,62622908 por ação ordinária e preferencial em circulação, montante que será atualizado pela taxa Selic desde o encerramento do Exercício Social (31/12/2025) até as datas dos pagamentos.

Segundo a Petrobras, para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3, a data de corte será dia 22 de abril de 2026. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos a partir de 23 de abril de 2026.

A empresa explicou que, considerando a atualização monetária somente até a data de corte, o valor por ação a ser distribuído tem um acréscimo de R$ 0,02629910, fazendo com que o valor total bruto por ação atualizado até a data de corte seja de R$ 0,65252818. O valor continuará sendo atualizado pela taxa Selic até as datas dos pagamentos, os quais serão feitos em duas parcelas. 

Considerando a atualização monetária até a data de corte, o valor de R$ 0,65252818 por ação ordinária e preferencial em circulação, será feita da seguinte forma: 

(i) a primeira parcela, no valor de R$ 0,32626409 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de maio de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.

(ii) a segunda parcela, no valor de R$ 0,32626409 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 22 de junho de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.

A Petrobras observou que os valores finais atualizados de cada uma das parcelas serão comunicados ao mercado 5 dias úteis antes dos pagamentos e que, conforme legislação tributária vigente, sobre a atualização monetária dos valores incidirá imposto de renda. 

Para os detentores de ADRs negociados na bolsa norte-americana New York Stock Exchange (NYSE), a data de corte será em 24 de abril de 2026 e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 28 de maio de 2026 e de 29 de junho de 2026.

Fonte: Brasil Energia

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