16/07/2026
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) contratou 344 MW de redução de consumo no terceiro Mecanismo Competitivo de Resposta da Demanda por Disponibilidade, realizado nesta quarta-feira, 15 de julho.
O volume é recorde para a modalidade e representa um aumento de cerca de 50% em relação ao certame anterior, realizado em 2025, quando foram negociados 229 MW. A disputa também registrou deságio médio de 49,23% sobre o preço-teto, com desconto máximo de 57,5%.
Ao todo, 12 ofertas foram vencedoras. A região Sudeste/Centro-Oeste concentrou 61% da capacidade contratada, seguida pelo Nordeste, com 35%, e pelo Sul, com 4%.
Entre os setores participantes, a indústria de metalurgia e produtos de metal respondeu por 86% do volume negociado. O segmento de serviços representou 6% da contratação, enquanto madeira, papel e celulose e químicos responderam por 4% cada.
Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, o resultado reforça a consolidação da resposta da demanda como ferramenta para aumentar a flexibilidade da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).
“O aumento de aproximadamente 50% no volume negociado em relação ao certame anterior, aliado aos deságios registrados, evidencia a competitividade da iniciativa e sua contribuição para uma operação mais segura, eficiente e econômica”, afirmou.
Resposta da Demanda
Os contratos deverão ser assinados até 31 de julho. Os agentes vencedores receberão uma receita fixa mensal entre setembro e dezembro de 2026 para manter a disponibilidade de reduzir seu consumo quando solicitado pelo operador. O edital prevê até dois acionamentos mensais, com duração de quatro horas, no horário de ponta do sistema, entre 18h e 22h, nos dias úteis.
O mecanismo integra o Sandbox Regulatório de Resposta da Demanda, criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para ampliar o uso da redução voluntária do consumo como recurso operacional. Nessa modalidade, o ONS remunera grandes consumidores para reduzir temporariamente sua demanda em momentos críticos do sistema, alternativa que pode ser mais econômica do que despachar usinas de maior custo.
O preço-teto fixado para o mecanismo foi de R$ 55 mil por MW. Com o resultado desta quarta-feira, o mecanismo superou o desempenho da edição anterior, realizada em 2025, tanto em volume contratado quanto em competitividade, ao elevar o deságio máximo de 32,5% para 57,5%.
Fonte: MegaWhat




